Combo de Lula para Trump; Janja e Musk  - Além do Fato Combo de Lula para Trump; Janja e Musk  - Além do Fato

Combo de Lula para Trump; Janja e Musk 

  • por | publicado: 06/04/2026 - 13:22

Na cúpula G20 de 2024, no Rio, Janja, a mulher do Lula, fez dancinha e xingou Elon Musk. Homem mais risco do mundo, ele prometeu vingança nas eleições 2026 - Crédito: Reprodução da TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), ao longo deste Lula-3, optou por dar asas a uma obsessão pessoal: a reeleição em outubro de 2026. Carrega isso desde a contagem dos votos do segundo turno de 2022. Virou, então, artigo de consumo mais importante, por exemplo, que as negociações dos tarifaços alfandegários baixados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicanos), desde o começo de 2025.

Assim, então, não sobrou tempo para governar, de fato – sem fisiologismos. No máximo, administrou alguns dos escândalos cabulosos, mas só os que apertaram mais os seus calos. Em valores, superam o conjunto do formado pelo Mensalão do Partido dos Trabalhadores (PT), Valérioduto, Petrolão e Lava Jato (levou Lula à prisão). 

Neste Lula-3, o petista começou demitindo o seu general amigo de fé. Após alguma oxigenada, veio longa temporada de elevada impopularidade nas pesquisas de opinião pública. Sintetizaram as dificuldades internas de Lula para governar e seus desastres na diplomacia internacional.

Para dar sobrevivência à sua obsessão e superar rejeições no próprio partido, Lula se manteve fiel ao primeiro mandamento do xiitismo do PT raiz: quem for contra o partido está errado – é do mal. Em paralelo, nesta reta de contagem regressiva para as eleições, o PT retoma o patrulhamento ideológico nas redes sociais.  

Aos 80 anos (27/10/1945), gostem ou não, Lula deixou de liderar. Não domina mais aquilo que fala – discursos raivosos. 

Lulinha a Vorcaro; cotidiano de escândalos 

Quando o dirigente petista conseguiu um canudo para passagem de ar favorável, do fundo do poço sujo da política emergiu outra face covarde da política pública. Nesta pauta, conivência e favorecimento aos roubos nos contracheques dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS

O filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi indiciado pela Polícia Federal (PF) nas investigações do INSS. Mas, aliviado (blindado) inúmeras vezes pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cuja bancada é de maioria do PT. Caso fechou em uma CPMI fajuta, mas ainda queima borracha. 

Um osso mais duro, todavia, chegou em novembro no congestionado céu das falcatruas de Brasília. O país começou a conhecer os escândalos de fraudes e elos políticos do banqueiro mineiro Daniel Vorcaro. O dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC), tem raízes profundas em influências, favores e contratos milionários nos Três Poderes da República. Vorcaro joga lama acima dos colarinhos das cúpulas do Congresso, Judiciário e Executivo.  

Lula, ainda que indiretamente, inala essa atmosfera fedorenta. E, diariamente, vê laços muito próximos da cozinha do Alvorada no cardápio do Master.

Nos jatos de Vorcaro, muitos poderosos voaram.

No exterior, trocida contra Trump 

Na política externa, Lula fracassou, desde a última guerra na Faixa de Gaza (território palestino ocupado por Israel) à invasão da Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano) comandou, em janeiro, incursão militar pelo quintal do então ditador chavista Nicolas Maduro. Este, fraterno amigo do petista. Maduro e sua mulher foram sequestrados e estão em prisão nos EUA.  

Antes de Maduro virar hóspede da Justiça dos EUA, o chefe do Planalto criou vários débitos na caderneta do atual ocupante da Casa Branca. Começou na campanha, em 2024.

Lula torceu ardorosamente por uma derrota do todo laranja ambulante, da gravata rosto e cabelos. Disse, textualmente que a volta de Trump seria uma desgraça para o mundo

Pois bem. Trump venceu!  

Caso Janja em eventual ida aos EUA 

Antes mesmo de o republicano pegar de volta a chave de entrada da casa mais cobiçada do planeta, Lula aprontou com o círculo de Trump. Melhor, a sua mulher, a socióloga Rosângela Lula da Silva (PT-PR), a Janja, aprontou.

No curso da cúpula do Grupo G-20, no Rio, em novembro de 2024, deslumbrada com o poder, Janja fez dancinha (exibida ao vivo para o mundo). Nada de mais, não tivesse xingado o homem mais rico do planeta, Elon Musk – dono da Tesla.

Musk já estava anunciado como futuro auxiliar mais influente da nova gestão Trump. Seria o secretário do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), a partir de 20 de janeiro de 2025.

A primeira-dama, interrompida por um ruído enquanto falava, achou que seria a hora de tentar ser engraçadinha.  

Musk estava quieto, ocupado com sua conta fechado a casa dos bilhões de dólares. E reagiu, todavia, com um aviso de vingança em 2026

O dono da Tesla deixou a Casa Branca, mas ficou mais poderosos ainda: agora tem mais de US$ 1 trilhão

Comer na mão de Trump

Nesta abertura oficial (nunca esteve fechado para Lula) do calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 2026, o petista precisa ir a Washington, para dourar sua pílula no Salão Oval. Fazer o faz de conta de que seja importante na política externa de Trump. 

O que Lula teria para colocar sobre a mesa do mais poderoso do mundo de interesse mundial? Nunca seria um interlocutor para a guerra de Trump contra o Irã, mesmo que Trump matando seus admirados entre aiatolás e chefes da Guarda Revolucionária.  

Menos influência teria na invasão da Ucrânia pelas tropas do ditador da Rússia, Vladimir Putin, e os quatro anos de guerra. Lula apoiou o russo.

E nem pensar mais na sorte de Maduro. O latino-americano, no momento, não é, de outra parte, assunto do topo para o PT. Pode até mesmo apodrecer em priões dos EUA.

Nas terras raras brasileiras, os direitos, como em outras commodities, foram repassados pelo Governo Lula a outro dileto ditador na galeria do PT, Xi Jinpeng, da China. As sobras, então, podem ir para Trump. Mas este não tem pressa. 

Combo: manter Musk longe das urnas

O que mais interessa a Lula e ao PT é que Trump afaste Musk das eleições presidenciais do Brasil. E fazer o ricaço esquecer a dancinha da Janja e não descontar nos votos do PT. 

Ainda não totalmente com relações restabelecidas na Casa Branca, o dono da Tesla sabe negociar.

Trump e Musk não são confiáveis. Não que Lula e o PT sejam confiáveis. Em tese, podem posar abraçados para mesma foto

Incerteza atrasa o beija-mão 

O fator Musk segue no divã montado por Trump para Lula. Se as pesquisas mantiverem luzes amarelas, o petista voar até Washington será entrar em rota nebulosa.  

O problema, porém, é que não levar o combo para Trump também perturba o sono de Lula

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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