Uma CPI poderá atender muito mais a implicados no escândalo do Banco Master, que às investigações em curso no BC e PF - Crédito: Agência Brasil
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), em pleno recesso, teve o zelo calculado de criar um Grupo de Trabalho (GT) para seguir as apurações dos escândalos do Banco Master. É uma espécie de “(CPI) informal”.
Renan é, no MDB, o maior aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP). Ele nomeou o GT se valendo da prerrogativa de presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).
Mas, correndo por fora, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), anunciou, na segunda (19), um avanço sobre Renan. Disse ter obtido 42 assinaturas de senadores para requerer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de fato. Ou seja, 15 a mais que mínimo (27). Um tempero a mais para o final do recesso, em 02 de fevreiro.
A instalação da CPI, entretanto, passa pelas articulações e humor do presidente do Congresso e do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Outro aliado de ocasião de Lula.
Alcolumbre faz chantagem em cima das pautas do Planalto. Montado nesse expediente, por exemplo, obrigou Lula a levar a Petrobras para a Amazônia Equatorial, na Foz do Amazonas. Ou seja, o Governo do PT estacionou o caixa da maior empresa brasileira no litoral do Amapá. A fatura foi penhorada diretamente ao Lula: promessa de votos em outubro.
Logo após baixar censura às informações pelo Banco Central (BC) e Polícia Federal (PF) em cima do conteúdo do material apreendido e os relatórios feitos no caso Master, Toffoli abriu a primeira exceção. Enviou um pacote para Alcolumbre. Este, pois, sem a menor sombra de dúvida, abriu aos aliados.
Depois, abriu acesso ao chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR). Paulo Gonet Branco, reconduzido por Lula.
Os escândalos do Master transformaram salões nobres dos Três Poderes da República em casas de marimbondos.
As fraudes nos contratos de previdências de dezenas de municípios e os rombos no sistema financeiro não são, porém, o maior temor naquela Praça. O que estremece alicerces é a rede de influências criada pelo dono do Master, o banqueiro mineiro Daniel Vorcaro. Ela começa a ficar visível.
Parte dessa fotografia está em infográfico, que circula nas redes sociais (internet) desde novembro. Vários nomes listados viraram notícia logo após a liquidação do banco e prisão de Vorcaro, em 18 de novembro.
Nas redes de Vorcaro, figuram cardeais ativos e encostados no Legislativo, Executivo e Judiciário. Um tira-gosto disso vazou. O restante está no infográfico, ainda disponível nas redes sociais – na internet.
É possível, então, prever que uma CPI atenderá à cúpula da política e adjacências, dentro e fora de Brasília. Mas desde que permaneça a serviço da babel iniciada por Toffoli. Além disso, que alimente a trapalhada pensada de Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal (Republicanos-RR) e ministro no Tribunal de Contas da União (TCU).
Uma confusão federal justificaria, portanto, medidas orquestradas por grupos afetados. Agirão, por exemplo, sustentando a lereia da defesa da governabilidade. Nessa ora, partes adversárias se compõem, preservam interesses e mandam às favas as bandeiras do espírito republicano.
Toffoli, mentor de parte significativa dessa zorra, deixou o circo pegando fogo. Relata o Correio Braziliense que foi passear no Sul da Argentina.
Em mão oposta, o presidente do STF, Edison Fachin, interrompeu as férias. Atitude motivada exatamente para, com aval de seus pares, se ocupar do caso Toffoli.
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