Lula faz misto de ‘soberania’ com votos do PCC e CV - Além do Fato Lula faz misto de ‘soberania’ com votos do PCC e CV - Além do Fato

Lula faz misto de ‘soberania’ com votos do PCC e CV

  • por | publicado: 02/06/2026 - 13:46

Presidente Lula puxou o bode PCC-CV para seu gabienete - Imagem ilustrativa da ultima viagem aos EUA. Cédito: Ricardo Stuckert/Agência Brasil

Está difícil para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) dissociar defesa da “soberania” nacional e o interesse pelos votos dos sindicatos do crime, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), carimbou PCC e CV como organizações terroristas. Dentro do seu discurso de defesa do território norte-americano, deixa em entrelinhas que poderá arrombar fronteiras brasileiras, como fez na Venezuela (relembre).

Trump havia advertido o Brasil quanto ao PCC e CV. A visita (26/05) do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal pré-candidato contra Lula à Presidência da República, reforçou o propósito. Flávio foi recepcionado no Salão Oval, da Casa Branca. E veio a decretação (relembre) contra os sindicatos brasileiros do crime.

Mais sarna: PCC e CV vai ao G-7

Empurrado por uma militância confusa em algumas nuvens dos escândalos do Banco Master e Daniel Vorcaro, Lula, de bate-pronto, esbravejou. Em tom raivoso, como sempre. Repetiu que Trump agride a “soberania” brasileira. Também no tratamento ao PCC e CV, líderes nos CNPJs do narcotráfico no Brasil.

O chefe do Planalto, entretanto, em febre baixa e gritos mais mornos, anunciou que pediria a Trump para revogar a medida. Adiantara que seria na próxima reunião (15 a 17) de Cúpula do G-7, na França. O Brasil comparece no bloco dos convidados.

As fichas de avaliação no modo “pegou mal” começaram a perturbar os marqueteiros do PT e da base aliada. Perceberam a extensão do estrago contra seus propósitos de sempre: a reeleição.

Lula, entendimento geral, espalhou algo fedorento no salão da sensibilidade política e opinião pública. E o Planalto anunciou que faria uma pausa. Mesmo que não apresente a pauta, ela aparecerá, pois, virou item obrigatório em palanques brasileiros.

PCC e CV são multinacionais no business na cadeia do narcotráfico. Operam filiais e CDs pela Europa e África. Há décadas, a sociedade brasileira clama por segurança. Combater o narcotráfico é relevante.

Intervenção nas eleições; com candidatos

Ninguém ignora do PCC e CV nas eleições brasileiras. De ribeirinhos dos confins da Amazônia aos ministros no Plenário do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), em Brasília, sabem que indicam representantes. Isso em todos os níveis. Incluindo, claro, para Presidência da República.

Se Lula, então, se mantiver contra Trump, simultaneamente, erguerá bandeira ao lado dos sindicatos do narcotráfico brasileiro.

Fato é que Lula e o PT (e todos demais partidos) dão importância, sim, nessa defesa do PCC e CV. Sabem que isso refletirá nos votos a serem somados em outubro. E cabe lembrar que o próprio Planalto, em Nota Oficial, aceitou a designação “terrorista” imposta por Trump.

Muda pauta, mas PCC e CV permanecem

Quando o PT se deu conta da enorme lambança 51, buscou saída: pregar que os irmãos Bolsonaro, Flávio e Eduardo, são “traidores da pátria”. Acusados de buzinarem para o norte-americano ações contra interesses do Brasil, como, por exemplo, imposição de tarifas.

Objetivo claro: retirar o foco das grifes PCC e CV. Mas eles não dsgrudam.

Nessa linha, o Governo Lula tenta, então, turbinar itens como PIX e tarifas. E que a economia brasileira é que pagará a conta da classificação dos quartéis do crime como terroristas.

Isso é outra pajelança eleitoreira em meio a cruzamento de trânsito de metrópole indiana. O empresariado, todavia, ainda não reagiu para essa conexão, com o mundo do crime.

Mas, deve-se considerar que Trump sempre faz o jogo do bate e afaga, do impõe e retira tarifas.

Troco no troco

No pós-tarifaços de Trump, em 2025, a persistência burra de Trump, em institucionalizar a defesa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), foi um fracasso. E fez a família Bolsonaro dar o primeiro tiro no pé. Lula, pois, tratou de surfar. Até respirou nas pesquisas das desaprovações ao seu governo.

Agora, no enredo do filme Dark Horse, sobre Bolsonaro, com o Banco Master, Flávio esfriou na boa posição das primeiras pesquisas com o eleitorado. Não esperava, todavia, por uma reação intempestiva de Lula e o PT, no caso PCC e CV. É a vez , portanto, de a família Bolsonaro tentar encontrar o caminho das pedras, sair do pântano da propaganda petista.

País da preguiça

Em um país movido pelo espírito do culto ao feriado, o discurso do nacionalismo de Lula só funciona em mesa de bar, regado em cachaça. Com o fim da escala 6 x 1, será, então, a farra do boi.

O povo torce, sempre, para que os 21 de abril (Inconfidência Mineira), 7 de setembro (Proclamação da República) e 15 de novembro (Proclamação da República) sejam em dias de semana.

Apelar ao nacionalismo, então, tem cor e cheiro de cristalina demagogia eleitoreira, a do eu quero me arrumar. E ponto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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