Economia

Master fez Lava Jato virar bifinho

O ministro-relator do escândalo do Banco Master, Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), gera desconfianças na condução do caso. Entre as reservas da opinião pública contra o ministro, por exemplo, o claro empenho em emperrar as investigações.

Ao assumir a relatoria das fraudes do Master e por seu dono, o mineiro Daniel Vorcaro, Toffoli puxou a coordenação das investigações para dentro do STF. A atitude, sem precedentes, surpreendeu geral.

Em ato contínuo, em dezembro, o ministro da Suprema Corte criou um rosário de impedimentos à visibilidade pela sociedade. Implantou a censura aos fiscais do Banco Central BC) e aos agentes da Polícia Federal (PF) nas informações sobre materiais apreendidos e conteúdo dos relatórios.

Até então, pelas apurações de novembro, as fraudes com títulos inexistentes do Master direcionados ao BRB – Banco de Brasília, eram da ordem de R$ 12 bilhões. O passivo financeiro total, todavia, poderia variar dos R$ 50 bilhões R$ 70 bilhões. Só em certificados de depósitos bancários (CDBs), R$ 41 bilhões, ou seja, um terço do saldo do Fundo Garantidor do Crédito (FGC).

De lá para cá, entretanto, os valores e projeções passaram por repaginações. Não se fala mais, por exemplo, em rombo total na dimensão anterior.

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Toffoli se coloca acima dos fatos

Toffoli, além da censura, abriu uma série de medidas controversas e dificultadoras às investigações para o BC e a PF. Na prática, sombreou também o entendimento para amplitude nas relações de influências de Vorcaro pelos andares de cima dos Três Poderes da República.

Dois episódios, entretanto, geraram desconfianças contra Toffoli, propiciando até o pedido de seu impedimento como relator dos escândalos. Primeiro, a sua viagem ao exterior, em jato particular, na companhia (ida e vinda) de um dos advogados do Master.

Depois, a revelação pelo Estadão de que dois irmãos e um primo de Toffoli tinham vínculos com negócios do banco. Eles foram sócios em empreendimento hoteleiro de cunhado de Vorcaro.

Nem por isso, entretanto, Toffoli se declarou impedido de seguir como relator do caso Master.

Maior que Lava Jato

Até o estouro do caso Master, as investigações de corrupção política e condenações (março de 2014 a fevereiro de 2021) no âmbito da Operação Lava Jato ocupavam o posto de maior escândalo do país.

Dentro da Lava Jato, foram investigados e condenados políticos históricos do topo do Partido dos Trabalhadores (PT). Estes aliados aos principais executivos e donos das maiores empreiteiras do país.

Enquanto durou, a Lava Jato possibilitou o retorno aos cofres da Petrobras e públicos de R$ 25 bilhões, até 2022. RELEMBRE AQUI.

Bloqueio de bens de Tanure

Na segunda feira, Toffoli atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e bloqueou bens do investidor Nelson Tanure. Veja motivo em matéria do jornal Estado de Minas.

Nairo Alméri

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