Esquema de Vorcaro é um bode fedorento acampado no Planalto - Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
No momento político do país, ‘Sicário’, apelido de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, era bem mais que o Nº1 entre capangas do banqueiro mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A notícia, na noite de sexta (06/03), da sua morte subtraiu, portanto, percentual considerável na tensão vivida por centenas de políticos e ministros em geral.
Motivou, com certeza, brindes em escalões superiores no Executivo, Legislativo e Judiciário, presidentes de estatais e autarquias etc.
Vorcaro, preso novamente na quarta (04/03), é pivô do maior escândalo de fraudes financeiros, corrupção e seus elos nos Três Poderes da República (do momento) no país. É, em suma, pesadelo sem trégua, desde novembro, dentro e fora de Brasília.
O climão chegou no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP).
A temperatura subiu com a transferência (ontem) de Vorcaro para Brasília. A logística, determinada pelo ministro relator do escândalo, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estacionou nuvens de tormenta sobre a Praça dos Três Poderes.
A prisão do banqueiro e outros vinculados às atividades ilícitas do Grupo Banco Master trouxe, porém, fato extra ao contexto dos escândalos. O capanga, apelidado por ele, tentou suicídio. Dentro de cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), de Belo Horizonte.
‘Sicário’ foi socorrido pelos agentes e, na sequência, hospitalizado. No hospital, em 48 horas, virou alvo de informações contraditórias: morto, vivo, em protocolo de morte encefálica, negativa do procedimento, melhora e morte.
O óbito do jagunço deve ter sido motivo para comemoração até pelo ex-chefão. Mas sobrevivem pautas de perguntas, especulações e muitos achismos sobre as circunstâncias, desde a tentativa de suicídio.
Além disso, há espaços para os muitos polvos dos interrogatórios. Principalmente por dois fatores: rigor (é de se supor) do sistema digital da vigilância dentro da PF e a relevância do preso de ‘Sicário’ nas investigações da Operação Compliance Zero.
No posto de lugar-tenente na milícia de Vorcaro, o ‘Sicário’ era um arquivo vivo de 18 quilates. Teria, então, muito a esclarecer para a própria PF, Ministério Público Federal (MPF) e STF. Até mesmo para deputados e senadores e os picadeiros de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
O caso Vorcaro, mesmo com as investigações ainda preliminares, sinaliza potencial para superar, em valor e envolvimentos, a vasta literatura reunida nas investigações da Operação Lava Jato.
Por conta de protelações e embaraços criados pelo ex-relator no STF, ministro Dias Toffoli, há enorme atraso para o avanço para fase dos indiciamentos. Depois, virão as denúncias pelo MPF e julgamentos.
A opinião pública, entretanto, escaldada com desfechos de tantos dos escândalos, aguarda por muitas pizzas. E some-se a isso a fertilidade para casuísmos pelo Executivo, Legislativo e Judiciário em ano de eleições para Presidência da República.
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