O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) fez excessivo marketing eleitoral com as medidas lançadas na boca das urnas.
Soltar o desenrola 3.0, proibir as apostas eletrônicas (Bets), que ele próprio regulamentou, e reajustar o Bolsa Família (no do dia 5/10) são incontestáveis ferramentas para frear nas pesquisas o seu principal adversário de domingo (04/10). Conseguiu. Flávio Bolsonaro (PFL-RJ) foi atingido em cheio.
Tudo tem, portando, cor e cheiro de caça aos votos. A nova versão do desenrola vai ao encontro de 15 milhões de endividados. Atacar os jogos eletrônicos, que o próprio Lula regulamentou, vai em favor dos endividados. Mais de 1,3 milhão e pessoas teriam pedido o desligamento das plataformas de jogos, de acordo com o Governo.
Com o reajuste do Bolsa Família, para o dia seguinte à votação, o Planalto chega a mais de 19,3 milhões de famílias (Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Social, Família e Combate à Fome – 18/09/2026, Correio Braziliense).
TSE e STF sob rédeas de Dino
O Judiciário aceita tudo quieto. Cordeirinho do Governo do PT. E, além disso, concorda em ficar sob a chibata de Flávio Dino (ex-ministro da Justiça de Lula, neste governo).
Dino grita no plenário. Impõe seu jogo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Amedronta até o presidente do Supremo, Edson Fachin (nomeado por Dilma Rousseff – PT-RS).
A fake news da santa, uma mentira envolvendo a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e atribuída a Flávio, sepultou o resto da isenção do STF.
O Projeto de lei, naquele sentido, existiu. Mas há quase 20 anos atrás. Surgiu em 2007 e foi arquivado em 2008. O autor era então deputado Professor Victorio Galli (MT-PMDB), atualmente sem mandato.
Em 2018, a própria Agência Câmara alertou: “Nas redes sociais, circulam fake news afirmando que o texto está sendo analisado pela Câmara dos Deputados”.
TSE e STF, portanto, sabem disso tudo.
Vaticano deu corda; pró-Lula
Mas isso de nada valeu para Dino. Ele interferiu no TSE e deu autonomia pelo retorno da fake news. Deu, então, legalidade à inverdade, em benefício de Lula junto ao público católico.
De início, a Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), entidade máxima dos católicos no país se manteve calada. A CNBB representante e defende os interesses políticos e econômicos do Estado do Vaticano.
A entidade só se manifestou, todavia, Flávio atribuiu à Igreja a participação na notícia falsa.
Lula aceita ingerência da Igreja; repudia Trump
Intervenção do Vaticano, se houver, será bem-vinda pelo Governo do PT. O que não pode, porém, é da parte do Governo dos EUA, do presidente Donald Trump.
Trump é simpatizante da família Bolsonaro. Se ocorrer ação dele nestas eleições será, pois, repudiada e taxada de “ingerência contra a soberania brasileira”.
Planalto envolvido e com bonificação
A Polícia Federal (PF), de público, mantém silêncio. Está, ao que parece, sem dar importância à notícia de envolvimento de funcionário do Palácio do Planalto no incentivo à propagação da fake.
No final da empreitada, Lula e Dino conseguiram emplacar pontos nas pesquisas eleitorais.
- MATÉRIA RELACIONADA:
- Diante do mundo, o Lula pífio de sempre
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

