Lula deposita na Seleção de Ancelotti expecatativa de bonificação política vinda da Copa do Mundo. Governos do PT nunca comemoram um título mundial de futebol pelo Brasil - Crédito: Facebook do Real Madrid C.F.
A simpatia e reverências políticas do ator e cineasta Wagner Moura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) são conhecidas. O petista contava, portanto, que “O agente secreto” levantasse alguma estatueta do Oscar, premiação da maior academia mundial do cinema.
Wagner Moura e companhia concorreram em quatro categorias oferecidas pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood. Mas retornam de mãos vazias. Se trouxessem na bagagem uma estatueta, ao menos, o Plalnalto entrava em êxtase. Lula cobriria a rampa com tapete vermelho para subida ruidosa do elenco.
Mas não haverá o sonhado beija-mão pomposo.
O “O agente secreto” traz no enredo pinceladas políticas da ditadura militar. Na hipótese de algum sucesso ontem (15/03), na glamourosa noite de Los Angeles (EUA), emendaria, pois, o climão político do Oscar em 2025.
No ano passado, “Ainda estou aqui” trouxe a estatueta de melhor filme internacional. Foi dirigido por Walter Salles. O filme com Wagner Moura concorreu nas categorias melhor elenco, filme internacional, ator e melhor filme.
Lula, portanto, terá em Wagner Moura um cabo eleitoral sem o brilho de um Oscar. O prêmio daria um plus à presença dele em recepções e palanques do calendário do PT nas eleições e outubro.
O petista, todavia, não jogou a toalha. Agora aposta na Copa do Mundo suas expectativas por um empurrão popular extra. A Copa do Mundo da Fifa será, em julho, nos países da América do Norte. A bola petista está, então, com o técnico italiano Carlo Ancelotti, atual treinador da Seleção Brasileira.
Resta saber se a exemplo do ditador-general Emílio Garrastazu Médici, Lula meterá o bedelho. Se vai querer, por exemplo, escalar Neymar, atacante do Santos. Este, por enquanto, está fora dos planos do atual técnico.
Em 1970, o jornalista e técnico João Saldanha se recusou a acatar ordem do general, para convocar Dadá Maravilha, atacante do Atlético Mineiro. Foi demitido.
Saldanha era filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Tinha, portanto, posturas claras de oposição à ditadura militar.
A Seleção, sem sofrer uma só derrota nas eliminatórias, estava classificada para o Mundial do México. As “feras” do Saldanha marcaram 23 gols em seis partidas. Mesmo assim, a ditadura não queria Saldanha, conhecido como o “João Sem Medo”.
A então CBD (atual CBF) o substituiu por Zagalo. O time estava pronto, mas o novo treinador convocou Dario. Durante toda a Copa, entretanto, o atleticano sequer foi listado para o banco dos reservas uma só vez.
Em 26 de janeiro, Ancelotti acompanhou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, até o Planalto. Ouviu pitacos do petista.
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