O Coaf entra no foco de Alexandre de Moraes (STF) e reforça sinal de fumaça de ação contra investigações no Banco Master. Imagem da sede do Coaf - Crédito: Página Institucional/Coaf/BC
A máxima popular “colocar a raposa para tomar conta do galinheiro” se encaixa como luva em outra decisão polêmica do ministro Dias Toffoli (STF) nos escândalos do Banco Master. Toffoli autorizou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a tutelar as provas materiais apreendidas pela Polícia Federal (PF).
Antes, o ministro tinha “lacrado” todo pacote de documentos levantados nas diversas buscas e apreensões contra o banco e seu dono, o mineiro Daniel Vorcaro.
O chefe da PGR, Paulo Gonet Branco, é da confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP). Lula, por sua vez, é o maior interessado na censura baixada, em novembro, por Toffoli. Este proibiu agentes da PF e fiscais do Banco Central (BC) de darem informações.
Toffoli, entretanto, já tinha remetido ao presidente do Congresso e Senado, senador Davi Alcolumbre (Unão-AP), a documentação. Isso após o caladão na PF e BC. O senador é outro mestre em chantagem politica para cima do chefe do Panalto.
A enorme teia das relações e influências políticas, no Executivo, Legislativo e Judiciário, criada por Vorcaro incomoda o Planalto. Uma avalanche do passo-a-passo do banqueiro causaria estragos nos palanques de Lula. O petista segue determinado a disputar a reeleição em outubro.
Isso, portanto, explica movimentação pela transformação do Supremo em filial de pizzaria do Congresso Nacional.
Alexandre de Moraes, por exemplo, tenta se livrar das fagulhas dos esquemas do Master, por sua mulher, Viviane Barci de Moraes, advogada do banco. Ele, no momento, quer descobrir eventuais vazamentos sobre atividades dela. Insiste, então, na instauração de inquérito dentro próprio Supremo. Ou seja, desvio na função de julgar.
Na mira do ministro estão o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal. O Coaf é administrado dentro do BC, mas atua com autonomia técnica.
Em outra sala, Toffoli se empenha em erguer verdadeira torre de babel. Ora proíbe a PF, ora restabelece autonomia para periciar material apreendido do caso Master.
Daqui a pouco, sem surpresas, entra em cena o Congresso com seu manto de abafa escândalo: uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Aliás, o velho conhecido senador Renan Calheiros (MDB-AL), aliado de Lula, já sinalizou. O blog Platô, também parceiro UAI/Estado de Minas, revela que Ronan criará uma “CPI informal”.
Para completar o circo da confusão em cima das investigações das fraudes do Master só falta um iluminado. Alguém do tipo ministro Gilmar Mendes (STF), com precedente contra o Coaf. Este iria declarar nulas todas as provas levantadas contra Vorcaro e seu banco. Ou seja, reprise daquilo que o STF fez nas condenações dos investigados pela Operação Lava Jato.
Estaca zero no caso Master é tudo que Lula deseja. Isso, pois, atrasaria a abertura da caixa do PT da Bahia nas ligações com Vorcaro.
O ministro Dias Toffoli, do STF, ao contrário do noticiado, não “deixou” o caso Banco…
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG) encerra, nesta sexta (13), uma força-tarefa para…
O Brasil, a cada dois anos, revive com intensidade as enxurradas do fisiologismo e falsidade…
Sem mudar de partido e sem assumir a candidatura a governador, o senador Rodrigo Pacheco…
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aplicou o Art. 19 da Constituição Federal, sobre o…
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) deverá ir a Washington (EUA) no começo…