Sete deputados renunciam por candidatura única de Tadeu ao TCE Sete deputados renunciam por candidatura única de Tadeu ao TCE

Sete deputados renunciam por candidatura única de Tadeu ao TCE

Tadeuzinho está seguindo os passos do antecessor, Agostinho Patrus, foto Flávia Bernardo/ALMG

Até o prazo final de registro de candidaturas, sete deputados pretendentes vão formalizar a desistência em ofício de apoio à candidatura única de Tadeuzinho ao Tribunal de Contas de Minas. Atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu (MDB) se sentiu estimulado com a renúncia coletiva e vai esperar o dia 24 de fevereiro para se inscrever ao cargo de conselheiro do TCE.

Está em disputa a segunda de três vagas que foram abertas, no ano passado, para esse cargo que é vitalício e tem vencimentos de R$ 44 mil. A primeira foi ocupada no final de 2025, com a eleição e posse do então deputado Alencar da Silveira.

A medida terá impacto ainda sobre a sucessão estadual. Com a decisão, Tadeu poderá deixar de ser pré-candidato a governador. Ele é um dos nomes cortejados pelo PT para ser o candidato do campo do presidente Lula. A possível desistência dele por essa disputa coincide com o momento em que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) vem reavaliando a candidatura a governador em conversas com Lula.

Sendo eleito, o próprio Tadeu, como presidente do Legislativo, comunicará, sem prazo definido, o resultado ao governador Romeu Zema (Novo). Igualmente, sem prazo definido, Zema divulgará o ato no diário oficial. Uma vez publicado, o futuro conselheiro tem 60 dias para a posse.

Sem pressa

Nem Tadeu Leite ou o governador Zema têm pressa na nomeação de eventual eleição do primeiro a conselheiro. Da parte do presidente da Assembleia, ele deverá ficar de fora da disputa eleitoral (cargo majoritário), mas tem interesse em apoiar candidatos a governador e a presidente junto a seu eleitorado. Pelo lado de Zema, a demora impediria a chegada de uma petista ao comando da Assembleia. A deputado Leninha (PT) é hoje a primeira vice-presidente do Legislativo, que tem por atribuição substituir a ausência do titular.

Terceira vaga no TCE

Os deputados que retiraram suas candidaturas estão de olho na terceira vaga ao TCE. Para evitar disputa no plenário, elesvão tentar o lançamento de candidato de consenso. São eles, Ulysses Gomes (PT), Ione Pinheiro (União), Tito Torres (PSD), Sargento Rodrigues (PL), Wilson Batista (PSD), Thiago Cotta (PDT) e Adalclever Lopes (PSD).

Aumento de R$ 100 bilhões

O governador Zema herdou, em 2019, a dívida de Minas junto ao governo federal no valor de R$ 113 bilhões, acumulada por sete governadores. São eles, Fernando Pimentel (PT), Antonio Anastasia, Aécio Neves (PSDB), Itamar Franco (MDB), Eduardo Azeredo (PSDB) e Hélio Garcia (PRS). Sem contrair novo empréstimo ou fazer grande obra, a gestão Zema elevou o endividamento a R$ 213 bilhões por não ter quitado as parcelas da dívida. Ou seja, um aumento de R$ 100 bilhões, de acordo com o Boletim Mensal da Dívida Pública Estadual.

Três ações contra a Vale

Após ser processado pela empresa Vale, por ter chamado a mineradora de “maior sonegadora do Estado”, o presidente do Tribunal de Contas, Durval Ângelo, adotou três ações. A primeira será uma fiscalização com auditoria no último crime ambiental cometido pela Vale no vazamento de rejeitos em Ouro Preto. A ação começará depois do Carnaval.

A segunda prevê auditoria da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) em Minas. A iniciativa seguirá o modelo do Tribunal de Contas da União (TCU), com ações de fiscalização in loco nas principais empresas de mineração do Estado. E a terceira será a realização de oficinas de fiscalização da CFEM que serão ministradas pelo TCU, neste semestre, para fiscais de tributos dos municípios mineradores e da sociedade civil.

Amig se solidariza

Em nota pública, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil) manifestou solidariedade ao presidente do TCE contra a tentativa da Vale em processá-lo. “A tentativa da Vale S.A. de judicializar a manifestação do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais não enfrenta o mérito, não refuta dados técnicos e não altera a realidade dos passivos existentes. Ao contrário, configura tentativa de constrangimento institucional e desvio inaceitável do debate público, incompatível com o papel esperado de uma empresa que explora bens públicos, finitos e pertencentes à coletividade”, anotou o presidente da entidade e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage.

Concessão em xeque

Após ação da Associação Mineira de Municípios (AMM), o TCE-MG determinou que o governo Zema apresente esclarecimentos sobre o edital de concessão de rodovias do Lote 10, Noroeste. Na representação, a AMM apontou possíveis irregularidades no processo. O presidente da entidade, Luís Falcão, solicitou ainda medida cautelar para suspender o edital da Concorrência Internacional nº 1/2026. O vice-presidente do Tribunal e conselheiro Agostinho Patrus intimou o secretário estadual de Infraestrutura, Pedro Bruno Barros de Souza, para que apresente justificativas e documentos no prazo de cinco dias úteis. De acordo com Falcão, as inconsistências do edital podem comprometer a legalidade e a viabilidade da concessão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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