Nota do ministro Dias Toffoli, do STF, não apresentou fatos novos às investigações de Daniel Vorcaro e Banco Master. Serviu apenas à sua causa. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou, nesta quinta (29/01), nota sobre as investigações dos escândalos (fraudes) do Banco Master e seu dono, o mineiro Daniel Vorcaro. O documento é pífio, diante daquilo que a opinião pública conhece da Operação Compliance Zero.
Nada acrescenta nem esclarece. Talvez, o propósito de Toffoli tenha sido baixar as pressões destes dias, como para se declarar impedido para continuar liderando a relatoria do escândalo.
Em 11 pontos, Toffoli tenta mostrar serviço. Mas, em linha com causa própria.
O título é enorme: “Nota do Gabinete do Ministro Dias Toffoli – Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF”. O ministro, todavia, é tratado na terceira pessoa. Não há uma única afirmação dele.
Toffoli passou batido, por exemplo, em fatos que geram críticas à permanência como relator do processo das investigações de Vorcaro e Master. Entre estes, dois avaliados como graves:
Além disso, não faz referências às relações da mulher do ministro Alexandre de Moraes (STF) no escândalo. Ela é advogada em escritório que defende o Master.
A nota, em resumo, nada acresce aos fatos sabidos das investigações pelo Banco Central (BC) e Polícia Federal (PF).
De toda forma, no último item, Toffoli deixa claro que não cederá às “pressões” de seus pares, por uma saída honrosa. Por essa porta, ele devolveria a coordenação das investigações da Operação Compliance Zero à primeira instância.
A nota é mais um pano quente do STF. Tenta baixar a temperatura no caldeirão dos imbróglios das relações perigosas de Vorcaro e Master com gabinetes de cardeais no Judiciário, Legislativo e Executivo.
Ou seja, Toffoli age para manter a Suprema Corte como agente eleitoral do PT: anteparo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) em eventual candidatura.
O retorno das investigações à primeira instância muita muito. De cara, por exemplo, seria o fim da censura imposta por Tofolli. Desde os primeiros dias dezembro, agentes do BC e PF não podem falar sobre fatos descobertos pela Compliance Zero.
Um retorno ao status quo da relação com opinião pública, daria, então, mais munição à oposição ao PT. Isso, por fim, esquentaria os debates em eventual Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI). O clima subiria nos palanques.
O jornal O Globo revela que o Vorcaro esteve quatro vezes no Planalto, quando seu banco já estava insolúvel. Em uma delas, relatado aqui ontem, levado por Guido Mantega, ex-ministro do Planejamento e Fazenda de Lula. Guido estava de consultor do Master.
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