O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano) colocou ou não a Amazônia brasileira no radar? O fantasma da questão ressurge forte após a intervenção militar de sábado (03/01) dos EUA na Venezuela – ver abaixo.
Trump ainda não sinalizou, em sua geopolítica traçada para América Latina e Caribe, qualquer ação na Amazônia brasileira. Mas sacudiu as paredes do Planalto ao dizer que irá “administrar” a transição política na Venezuela, de ditadura para democracia.
A pergunta, portanto, volta ao pódio. E perturba o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e políticos da “base aliada” do Partido dos Trabalhadores (PT).
O tema, então, vira tormenta para o Governo Lula principalmente no complemento de Trump: as petrolíferas norte-americanas assumirão reestruturação das instalações, extração e a comercialização produção local. Venezuela lidera em reservas mundiais medidas de petróleo. Possui 303 bilhões de barris (2023).
Sem Maduro, mas ainda com chavistas
O mundo ainda especula sobre o plano de gestão de Trump para Venezuela, após derrubar o ditador Nicolás Maduro. As estruturas de governo do país, todavia, continuam em mãos chavista: Executivo, comando militar, Senado e na Justiça.
Maduro, juntamente com a mulher, Cilia Flores, foi preso de madrugada, na área dos aposentos e retirado do país. A ação teria resultado na morte de mais 40 cubanos, do batalhão de segurança do ex-ditador.
O casal Maduro está em prisão de Nova York (EUA). A principal acusação inicial do Governo Trump é a da instituição de um Estado do “narcoterrorismo” na Venezuela.
A vice de Maduro, Delcy Rodríguez, que assumiu o país como presidente interina, é irmã do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez. Ambos estão cercados pela mesma estrutura de poder de antes.
No momento da posse de Delcy, ontem (05/01), mais de uma dezena de jornalistas foi presa em Caracas. Informou o sindicato da categoria.
Lula é defensor do chavismo e, portanto, desejaria falar com Trump.
Amazônia abandonada pelo Brasil
Desde a ditadura militar (1964-1985), para não ir tão longe, os governos brasileiros pouco ou nada se importaram com a Amazônia. Não há registros de políticas sérias de Estado pela preservação ambiental e de planejamento de economia sustentável do bioma.
- Matéria Relacionada:
- Coveiros da Amazônia
Os políticos, no máximo, fazem panfletagens eleitoreiras, como as vistas na recente COP30, há menos de 60 dias. A conferência, em Belém (PA), foi um fiasco, da abertura ao encerramento. Só o Governo Lula não admite. Entre as dezenas de dirigentes ausentes, por exemplo, os da China e EUA.
Esse eterno descaso para região, justifica, pois, a acelerada cobiça internacional pelos naturais da Amazônia.
O Governo da China, foi a última economia desenvolvida a chegar na região. Mas, a partir dos governos Lula-1 e 2 (2003-2010), passou a liderar também em investimentos em minerais na Amazônia.
Apesar do potencial que possui, o Brasil se tornou dependente do comércio com a China. Mas a Lula e ao PT o que importa, mesmo, é seguir na babação à doutrina do ditador chinês, XI Jinpeng.
Pior com Trump ou Jinpeng (e Putin)?
A discussão de eventual gestão internacional compartilhada da Amazônia deve constar, sim, na agenda do país. Para o mundo é uma hipótese em evolução.
Daqui a pouco, portanto, só restará saber com o quem seria a “administração” menos ruim: Trump ou Jinpeng?
Com Jinpeng, por certo, viria o outro ditador, o sanguinário Vladimir Putin, da Rússia. Putin fez duas invasões à Ucrânia. A segunda, em fevereiro de 2022, abriu a guerra em curso.
Lula, assim que assumiu o atual mandato, em 2023, fez defesa cega da invasão russa. Foi em sua primeira viagem ao exterior.
Jinpeng e Putin são idolatrados pelo petista.
A hipótese de eventual ocupação da Amazônia, seja na modalidade que for, pelos EUA seria refutada pelo Governo Lula. Mas tolerada, se for pela China (e Rússia).
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

