É inquestionável que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, em outubro próximo, retornou dos Estados Unidos um cacife. Embarcou desacreditado até dentro do próprio partido, de que o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), abriria audiência para ele.
Pois bem! Trump não só abriu agenda, na terça (26/05), como levou o senador para dentro do gabinete de trabalho. E autorizou que a Casa Branca divulgasse as imagens.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) também esteve com Trump neste mês (07/05). Entretanto, com receptividade limitada: visita foi de trabalho, não de Chefe de Estado. E sem foto oficial.
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Flávio deu volta por cima
O presidente norte-americano nutriu, até recentemente, forte simpatia pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Acusado, investigado e condenado de liderar tentativa de golpe de Estado, em dezembro de 2022, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Portanto, está fora dos eventos políticos.
Trump, por algum tempo, fez dura defesa do brasileiro. Até adotou, por exemplo, medidas de Estado contra autoridades brasileiras.
Mas Flávio embarcou para encontro com Trump perdendo degraus nas pesquisas eleitorais. Causa: divulgação de conversas dele com o dono do Banco Master, o mineiro Daniel Vorcaro. Trataram de dinheiro para o filme (Dark Horse) sobre o pai.
Vorcaro está preso, também em Brasília, por conta de fraudes bilionárias no mercado financeiro. O nome banqueiro inspira arrepios em políticos do topo da cadeia. Tem sido assim, desde novembro, entre todos os partidos, e no Judiciário, por suas relações de benesses milionárias.
Trump põe PCC e CV na praia de Maduro
Na terça (28/05), veio o maior trunfo de Flávio. Um dos pedidos foi atendido por Trump: consumar ameaça de declarar os sindicatos criminosos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O chefe da Casa Branca usa essa classificação para justificar ações militares na América Latina.
Na mais simbólica, tropas marines invadiram Caracas. A missão, consumada, foi sequestrar o então ditador da Veenezuela, o Nicolás Maduro, e a sua mulher, advogada Cilia (Adela Gavidia Flores) de Maduro. Estão presos em Nova York.
O venezuelano é amigo pessoal e político de Lula.
Lula deixou assunto nos bastidores
A cogitaãoo dessa decretação era um dos temores de Lula, PT e partidos aliados. Mas, deixou os assessores tratarem nos bastidores na última visita a Trump.
Segurança pública nunca sai do topo das pesquisas entre as maiores preocupações da sociedade brasileira. Com o empurrão de Trump, a pauta será, pois, âncora de peso nos palanques da campanha.
É saber, agora, então, se PCC e CV influenciarão os resultados (sem manipulação) das próximas pesquisas, de opinião pública.
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