Bolsonarismo dará outro tiro no pé se apostar na invasão dos EUA Bolsonarismo dará outro tiro no pé se apostar na invasão dos EUA

Bolsonarismo dará outro tiro no pé se apostar na invasão dos EUA

Tarcísio tenta vincular Lula a Maduro, foto Marcelo Camargo/ABR

Primeiro, apostaram na desgraça nacional por meio do tarifaço norte-americano para desgastar o inimigo Lula (PT). Saiu pela culatra. Agora, o bolsonarismo dará outro tiro no pé ao tentar trazer para o Brasil os efeitos da violência dos EUA na Venezuela.

No primeiro caso, acabaram dando a Lula a fonte de recuperação de desgaste causados por questões envolvendo a economia e a segurança pública. O petista soube conduzir o confronto, ganhou razões para se aproximar e conversar com Trump, que, já no primeiro encontro de minutos, disse ter rolado uma “química” entre eles.

A química abriu a porta para uma conversa mais longa, na qual se entenderam e, pouco a pouco, as taxas e sanções (Lei Magnitsky) foram caindo. Trump confirmou o pragmatismo citado após o encontro relâmpago: “sou um homem de negócios e só faço negócios com quem eu gosto”. De lá para cá, os bolsonaros só perderam, e Lula recuperou a aprovação popular, além de normalizar as relações comerciais com o Norte.

E mais, Bolsonaro foi preso. Nem por isso, Trump entrou no Brasil com sua Delta Force para resgatar o ex-presidente. O Bolsonaro filho, que tentou influenciar o governo Trump contra o Brasil, teve o mandato de deputado cassado e, agora, vai perder o emprego na Polícia Federal.

Além de homem de negócios, Trump não gosta de perdedores. Fora daí, é delírio dos mesmos que acamparam em frente a quartéis contra o resultado democrático das eleições.

Maduro: traído em casa

Até agora, ninguém explicou como as forças norte-americanas invadiram o espaço aéreo e capturaram Nicolás Maduro e a esposa em território venezuelano, sem quaisquer resistências e a alguns segundos de se trancar no bunker. Onde estavam os caças venezuelanos? Onde estava a segurança presidencial que não estava com o presidente e não deu um tiro sequer, nem levou, para impedir o sequestro dele?

Bacia Amazônica: o petróleo é nosso

A reação do presidente Lula à invasão e sequestro de Maduro foi a que foi possível por meio de uma nota dura contra o ataque à soberania do território venezuelano. Como disse o premiê espanhol, tão ilegítimo quanto o governo Maduro. Lula espera e vai aderir a uma reação internacional, mas sua preocupação maior é com o petróleo da Bacia Amazônica, que integra as reservas e se mistura com o venezuelano.

TSE faz audiência para eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará audiências públicas, em fevereiro, para receber sugestões ao aperfeiçoamento das normas eleitorais de 2026. Junto disso, amplia a participação popular. No dia 3, os debates abordarão pesquisas eleitorais, auditoria e fiscalização, sistemas eleitorais e atos gerais do processo eleitoral. No dia 4, a pauta será dedicada ao registro de candidaturas e à prestação de contas. Já no dia 5, serão discutidos assuntos relacionados à propaganda eleitoral, representações e reclamações, ilícitos eleitorais, entre outros.

Legalidade de pesquisas

Desde o dia 1º de janeiro último, todas as pesquisas eleitorais devem ser registradas na Justiça Eleitoral, independentemente de divulgar os resultados. A exigência está no artigo 33 da Lei das Eleições (Lei n?o?9.504/1997). O cadastro prévio da pesquisa deve ocorrer até cinco dias antes da divulgação, acompanhado de informações sobre quem contratou; valor e origem dos recursos; metodologia e período de realização; plano amostral, entre outros.

Penduricalho na Câmara de BH

Ao travestir de legalidade mais um privilégio, a Câmara de BH garantiu o pagamento de salário de férias dos vereadores. Eles passam a ter o direito a 1/3 sobre o subsídio mensal de R$ 18,4 mil, a exemplo dos trabalhadores regidos pela CLT. Esse valor de R$ 6.130 será pago uma vez por ano, em janeiro, após 12 meses de mandato. O valor total gasto para os 41 vereadores será de R$ 251 mil. Eles não são trabalhadores comuns; exercem mandato político, com subsídio fixado exatamente para evitar penduricalhos.

Pautas-bomba

Prefeitas e prefeitos mineiros estão sendo mobilizados para, no dia 24 de fevereiro, protestar, em Brasília, contra as pautas-bomba que impactam o equilíbrio fiscal dos municípios. A iniciativa é da Associação Mineira dos Municípios e da Confederação Nacional dos Municípios. Na pauta, o piso dos médicos e dentistas, garis, profissionais da Educação Básica, além de adicional de insalubridade para profissionais da Educação, entre outros.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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