O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), nestes quatro anos de governo, não mostrou evolução política compatível com o mundo atual. Pautou o mandato no retrocesso ferrenho, o da militância, olhando prioritariamente para outubro de 2026.
A nova coletânea de escândalos ocupou enorme fatia em mais um governo do Partido dos Trabalhadores (PT). Enquanto isso, Lula preferiu se defender nas asas de velhos casuísmos, negociatas e favores – poderes paralelos.
O chefe do Planalto desprezou, portanto, a oportunidade de saltar alto e limpo sobre a medíocre gestão do antecessor, Jair Bolsonaro (PL-RJ). O PT acabou somando para manter acesos restos de borralhos da doutrina de um capitão expulso pelo Exército, mas apoiado por este na engenharia da “trama golpista” contra a democracia, em dezembro de 2022.
Lula não quis moralizar a política
Os escândalos, em escala industrial, se sucederam até pouco tempo. Lula não quis investigar de fato. Optou por abraçar o lamentável cotidiano da política brasileirinha: podre do café, sepulta o do jantar anterior. Mas, deu muita corda. A cortina caiu e apareceu a própria família em situações embaraçosas.
As atitudes do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por exemplo, obrigaram o pai a acionar a bancada subordinada de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF). O PT precisou blindar Lulinha, o filho mais velho do chefe.
O empresário é investigado por agentes da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) em várias frentes. Entre estas, a pavimentação de caminhos para lobistas na rampa do Planalto, e o desvio de dinheiro nos benefícios pagos pelo INSS a aposentados e pensionistas.
Lulinha está na Espanha. Talvez, resida aí a coragem de Lula ao bradar que as investigações seguirão, “doa a quem doer“. Se processado, julgado e condenado, ele voltaria ao país? O certo é que o pai assegurou a candidatura à reeleição.
E rola o escândalo financeiro e relações de benesses e favores de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Tem cadeira vip para todos os partidos, inclusive com capítulos especiais para o PT. É interminável o rol de políticos e autoridades dos Três Poderes da República nos coquetéis da corrupção servida por Vorcaro.
Lula, no caso Master, defendeu situações indefensáveis. Atuou com sua tropa de choque de ministros aliados no STF.
Fiel aos grandes ditadores
A diplomacia do cofundador do PT manteve o Itamaraty refém da visão vesga da militância do partido. Retornou aliado de sempre e subordinado às grandes ditaduras. Apoiou Vladimir Putin (Rússia) na invasão e sua guerra na Ucrânia. Turbinou a entrega seriada à China de nichos relevantes da economia e subsolo brasileiros. Ou seja, consolidou a ditadura de Xi Jinping como quem mais investe aqui, mais vende para cá e mais compra commodities daqui.
Lula tentou erguer uma ponte de mediador na guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas. Iniciada com o atentado terrorista de outubro de 2023. São três anos de massacres impiedosos de palestinos, pelo exército israelense, principalmente na Faixa de Gaza. Mas o petista atropelou princípios clássicos da diplomacia: jogou pedras, por conta da fidelidade do PT ao Hamas, em vez de abrir o diálogo. Sentou, mais uma vez, na calçada da incompetência.
O petista cochilou na invasão à Caracas por tropas dos Estados Unidos. Em 03 de janeiro último, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou o sequestro do então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Amigo de Lula, o ex-ditador e a mulher, Cilia Adela Gavidia Flores de Maduro, foram levados presos em Nova York. O casal é acusado de ligação com organizações do narcoterrorismo.
Embaraços da Janja
A socióloga Solange Lula da Silva, a Janja, mulher de Lula, fez ponta nos erros diplomáticos do Governo do PT. Ela protagonizou uma acrobacia aloprada aos olhos do mundo, na Cúpula do G-20, em novembro de 2024, no Rio. Janja rodopiou, sorriu para os satélites das comunicações globais e xingou o homem mais rico do planeta.
Elon Musk (Grupo Tesla), na época, estava anunciado como secretário de Estado especial de Trump, que voltaria à Casa Branca em 20 de janeiro de 2025. E prometeu vingança nas eleições.
Contramão de Lula no tarifaço
Lula não seguiu o mundo quando Trump assumiu e, logo depois, editou o tarifaço alfandegário. Até as ditaduras foram para a mesa de negociação. O petista preferiu dar vida a velhos discursos nacionalistas, inúteis.
Puxadinho de palanque na ONU
A abertura da 81ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, EUA, na terça (22/09), registrou o sexto retorno do mesmo Lula. Inexpressivo.
Em todas as aberturas, virou notícia só na fotografia. Isso graças à tradição da ONU, que reserva ao Brasil o discurso da abertura. Em 2025, o petista se queixou com jornalistas estrangeiros, por não repercutirem o seu discurso.
Nesta quarta (23/09), a não ser em comitês de campanha do PT e no noticiário aliado, a figura do brasileiro na ONU não tinha relevância. Lula fez do m2 mais alto da diplomacia global um puxadinho de palanque de São Bernardo do Campo (SP). Não consegue se comportar como autêntico chefe de Estado.
Ao mundo, portanto, o pífio, de sempre.
Acesse a íntegra do discurso de Lula. Leia sobre os escândalos do Banco Master.
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