A três dias do início do ano eleitoral, o governador Romeu Zema (Novo) ainda não conseguiu ganhar o apoio dos mineiros para ser candidato presidencial em 2026. Zema está encerrando o ano de 2025 com desempenho pior do que começou. A estratégia de comer banana com cascas, soltar rojão contra o PT, se transformar no maior antipetista e ampliar a aliança com o bolsonarismo não trouxe resultados positivos. Ao contrário, sua rejeição aumentou de 25% em janeiro passado para 35% neste dezembro, de acordo com a última pesquisa do instituto mineiro Quaest, divulgada no dia 16 deste mês.
Pelos números atuais, ele perde em todas as regiões mineiras para o candidato à reeleição, Lula (PT). De acordo com levantamento de outro instituto mineiro, Doxa Pesquisa, realizado entre os dias 13 e 16 de dezembro de 2025, Zema aparece com 19%, em segundo lugar no estado que governa e bem atrás do petista, que lidera com 39%. Uma diferença considerável de 24 pontos percentuais.
A vantagem do atual presidente é ampla e se mantém em todas as regiões mineiras pesquisadas. O melhor resultado do governador mineiro aparece na região Sul/Sudoeste, onde alcança 22% das intenções de voto, aproximando-se de Lula, que registra 27%. No Triângulo Mineiro, o governador alcança 10% das intenções de voto; enquanto Lula tem 32%. Já na Grande BH, Zema aparece com 17%, mantendo distância significativa do atual presidente, que lidera com 36%.
Em outras regiões do estado, o desempenho do mineiro é mais modesto. No Norte e Noroeste de Minas, ele registra 12%, enquanto Lula chega a 47%. No Vale do Rio Doce, o governador soma 17%, contra 42% do petista. O resultado mais desfavorável aparece no Jequitinhonha e no Vale do Mucuri, onde Zema marca apenas 1%, enquanto Lula dispara com 62%.
O mau desempenho de Zema em Minas, após sete anos de gestão, tem sido o maior entrave para a nacionalização do nome dele. Realizada com 1.500 entrevistas presenciais em domicílios, a pesquisa da Doxa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Discurso do contra muda de lado
Zema e o partido Novo ganharam a eleição, em 2018, e a reeleição, em 2022, com a narrativa do contra. Em 2026, não vai colar mais falar mal do PT e do ex-governador Fernando Pimentel (antecessor). É preciso que, especialmente, o futuro candidato a governador Mateus Simões (PSD) converse com a sociedade e diga o que melhorou no estado nos 7 anos de Zema. Ou seja, fazer a narrativa a favor. Quais são as vantagens do governo do Novo? A narrativa mudou de lado. Agora, é a oposição, que ainda não tem nome, que entrará em campo com o discurso contra.
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