Zema ignora aliança com o bolsonarismo, foto reprodução Youtube
Enquanto o senador Rodrigo Pacheco entra no jogo da disputa pelo governo de Minas ao filiar-se ao PSB na reta final das filiações partidárias, o governador Mateus Simões registra um mau começo. Desde o início deste ano eleitoral, Simões defendia a união dos partidos de direita em torno de sua futura candidatura a governador pelo PSD.
No Republicanos, o senador Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas e as redes sociais, insiste em manter a pré-candidatura, além de ser crítico da gestão Zema/Simões. Depois de receber acenos do deputado Nikolas Ferreira, o partido dele, o PL, anunciou a filiação do empresário Flávio Roscoe, com possibilidade de lançá-lo na disputa ao governo de Minas.
A implosão da proposta de união da direita foi causada pela posição do ex-governador Romeu Zema (Novo) de manter-se pré-candidato presidencial. Com isso, Simões mantém a fidelidade ao aliado e vai apoiar o padrinho político. Já o Republicanos e o PL defendem o presidenciável Flávio Bolsonaro.
Diante disso, Flávio Bolsonaro optou por ter candidato e palanque próprios em Minas. Para bagunçar ainda mais o projeto de Simões, o PSD filiou, no dia 1º de abril, o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, que, a princípio, vai disputar a reeleição. A vaga estava sendo negociada para atrair o PL.
O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, adiantou que não irá deixar o PSD, apesar de ter sido atropelado, até que se prove o contrário, com os rumos assumidos para as eleições de 2026. Como secretário nacional do partido, número dois da legenda, não teria sido consultado, ou não teria avalizado, sobre a filiação de Mateus Simões para ser candidato a governador.
Uma iniciativa e guinada contrária ao governo Lula que Silveira integra e que levaram outro antigo aliado, Rodrigo Pacheco, a migrar para o PSB. Defensor da reeleição do presidente Lula, Silveira irá pedir votos para Lula mesmo filiado a um partido que fará oposição ao petista. O malabarismo do ministro está em sintonia com a posição que andou defendendo de uma aliança informal entre Simões e Lula. Junto aos prefeitos mineiros, ele sustenta essa dúbia posição.
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