VLI prevê crescimento de 36% na malha da EFVM - Crédito: Reprodução/Facebook
O contrato entre a Vale S.A e a VLI Mutimodal S.A., que dá à VLI autonomia operativa na malha da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), reserva impactos bilionários. A VLI passará a operar como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C). A empresa prevê investimentos iniciais de R$ 600 milhões em equipamentos ferroviários – vagões e locomotivas.
Os termos do contrato, celebrado em 27/06 e vaidade até 2057, repactua os contratos vigentes até agosto de 2026. De início, não alteram a filosofia operacional ferroviária da Vale.
A mineradora detém 29,6% de participação na VLI, operadora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Esta surgiu na privatização (1996) das ferrovias da União, controladas pela Rede Ferroviária Federal S.A. A partir de 2011, a VLI assumiu a FCA.
Mas mudarão muito em aspectos de logística e intervenções nas economias em regiões de atuação das companhias. Atualmente, por exemplo, a VLI desloca 22 milhões de toneladas de cargas gerais (Fonte: EVFM) pela malha da Vale. A EFVM é a principal na ligação com os terminais portuários da Grande Vitório (ES) para cargas de minério de ferro e gerais do interior do Estado e parte do Centro-Oeste.
Entretanto, a VLI precisa se submeter aos protocolos da mineradora. Em entrevistas recentes, o diretor-presidente da VLI, Fábio Tadeu Marchiori Gama, citou a submissão em cronogramas, programação do acesso das composições, paradas longas, substituição de equipes e locomotivas.
Além de eliminar protocolos autorizativos, observou o executivo, a VLI poderá assumir contratos de cargas ao longo da EFVM. Isso significa atender às siderúrgicas Usiminas e do Grupo ArcelorMittal. Marchiori acumula o cargo de diretor Financeiro e de Relações com Investidores.
Nesta semana, em comunicado à Bolsa de Valores B3, a Vale detalhou como será o acordo a VLI. A modalidade ATF-C surgiu com a regulamentação do setor ferroviário, a Lei das Ferrovias (Lei 14.273), de 2021.
O acordo Vale-VLI coincidi, então, com entendimentos aprovados pela União na renovação de concessão da FCA. Valerá por 30 anos, a contar de 2026, e obriga a beneficiada a investimentos referenciais de R$ de 30 bilhões.
O conjunto dos termos dentro contrato não implicará na realização de aportes pela mineradora. Entretanto, tem valor estimado de R$ 25,3 bilhões, sendo R$ 25,2 bilhões em “créditos a favor da Vale“.
A VLI começará , portanto, a operar como ATF-C daqui a um ano. Está na sua meta crescer na malha da EFVM para 30 milhões de toneladas/ano em 2027 no chamado Corredor Leste, ou seja, salto de 36%.
Os demais acionistas da VLI são a gestora de ativos Brookfield (36,5% – dois fundos e Brasil Port Holdings LP), fundo FI-FGTS (15,9% – Caixa é gestora), a japonesa Mitsui & Co. Ltd (10%) e a BNDES Participações – BNDESPar (8%).
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