Imagem do primeiro voo do protótipo eVOTL Eve em tamanho reduzido, em abril de 2021 - Crédito: Reprodução/YouTube
A aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês) do Grupo Embraer voará em escala comercial em quatro anos. Entretanto, para ter o produto dentro do cronograma, a exigência de capital em pesquisa e desenvolvimento (P&D) é de R$ 652 milhões , informou a Embraer na semana passada.
O projeto está na Eve Soluções de Mobilidade Aérea Urbana Ltda (Eve), controlada autônoma da Embraer. A Eve priorizará negócios no mercado da mobilidade urbana.
O eVTOL Eve terá autonomia de 100 km, com quatro passageiros e o piloto.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participará dos investimentos de P&D nesta fase. A instituição federal de fomento, de acordo com a nota da Embraer, responderá por 75% do previsto, ou seja, R$ 490 milhões.
A Embraer assegura que o eVTOL Eve voará com taxa de ruído inferior 90% a de um helicóptero. O veículo terá propulsão 100% por sistema elétrico. Isso, portanto, garantirá sustentabilidade com “…zero emissões locais de gases de efeito estufa”.
Embraer é o maior exportador brasileiro com produtos de alto valor tecnológico agregado e a terceira montadora aeronáutica do mundo, atrás da Boeing e Airbus. Portanto, com larga experiência em tecnologia de ponta.
A companhia vislumbra a inserção da economia brasileira em novos patamares a partir dos veículos da Eve (“Véspera”, em inglês). “O sucesso no desenvolvimento do eVTOL permitirá o ingresso num segmento de mercado de alta intensidade tecnológica”, manifesta o comunicado.
A Eve tem ações do capital listadas na Nyse desde maio. Chegou valendo US$ 2,4 bilhões. Na época, a Embraer revelou que o portfólio da controlada acumulava pedidos para 1.825 eVTOLs para 19 clientes.
O início da listagem da Eve no pregão da Nyse coincidiu com o desfecho de acerto para fusão de negócios com a norte-americana Spac Zanite.
No mês seguinte, a consultoria KPGM estimou o mercado global para eVTOL em US$ 119 bilhões no ano 2040. Boeing e a Airbus, claro, estão no nessa. A Embraer, portanto pisará em solo de conhecidos concorrentes na indústria da aviação.
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