Zema não pode entregar a Sala Minas Gerais para Flávio Roscoe (Fiemg) gerir e realizar eventos diversos. Imagem ilustrativa do Interior da Sala. Crédito: André Fossati/Site Filarmônica/Sala Minas/Gov MG
Há pouco mais de dois meses (05 de abril de 2024), integrantes do universo dos intelectuais e caronas fuzilaram o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O movimento surgiu quando ele entregou a Sala Minas Gerais para o Sistema Fiemg. A Sala, administrada pelo Instituto Cultural Filarmônica (IFC), é a sede e espaço (muito nobre) para ensaios e apresentações da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
O governador Zema, via acordo da estatal Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), entregou a Sala para gestão do Sesi de Minas Gerais. O Sesi é um dos braços de atuação do Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Na área da cultura mantém uma orquestra.
O acordo, sem divulgação prévia ampla e detalhada, firmado por Zema e o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, alimentou a bucha de canhão contra eles. Um levante, em defesa da cultura de Minas Gerais, varreu o país. ALÉM DO FATO participou.
Zema desmonta Filarmônica; entra Sistema Fiemg
A reação de parte da opinião pública visou prevenir contra provável sepultamento da Filarmônica. Roscoe, porém, negou tal intenção. Ele pontuou, por exemplo, entre os motivos, que a Sala tinha “ociosidade”. Mas esse argumento não prosperou. Dados oficiais do próprio parceiro, o Governo Zema, como o histórico da ocupação pela orquestra, desacreditaram as falas do dirigente da Fiemg.
A chuva de críticas ferrenhas foi o suficiente, então, para Fiemg denunciar o acordo em menos de duas semanas (16/04). O outro lado aplaudiu.
Pressão da sociedade faz Fiemg desistir
Mas, exatos 60 dias do início daquela pororoca, que varreu rincões do país, a Sala foi usada pela Codemig (Governo de Minas) para outra finalidade. No dia 04/06 abriu as portas para o seminário Mining Innovation Summit.
Se o espaço da Sala foi alugado e/ou cedido (contrapartida da Codemig) ao setor da mineração, nada impedirá, portanto, receber convenções partidárias, cultos religiosos, assembleias de grêmios estudantis etc. O risco de desvirtuamento na ocupação do espaço, além do temor pelo fim da Filarmônica, foi um dos cavalos de batalha contra o acordo Zema-Roscoe.
Fato concreto: Zema faz, portanto, diretamente aquilo que foi impedido, por pressão de segmentos da sociedade, de realizar com o parceiro da Fiemg. Mas, a 2ª edição do Minas Summit, 27/06, irá para o Minascentro. Este espaço, todavia, desde o início dos anos da década de 1980, sempre foi destinado a eventos diversos: feiras, congressos, shows etc.
E, agora, mundo culto deste basilzão e de defensores da Sala e da Filarmônica, além de gestores do IFC?
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