Economia

Marinha acelera nas embarcações autônomas

Marinha de Guerra corre para superar atrasos. Entre estes, de patrulha e defesa com equipamentos modernos e mais ágeis. Os autônomos, então, ganham importância em patamar de projetos vinculados ao Programa Submarinos (Prosub – inclui a propulsão nuclear) e da séria Fragata Classe Tamandaré, a Marinha de Guerra. Em resumo, portanto, a Esquadra corre para deficiência em áreas de patrulha e defesa.

Do decorrer da 13ª LAAD Defence & Aecurity 2023, de 11 a 14 deste mês, no Riocentro, no Rio de Janeiro, aquela armada deu conhecimento de contrato relevante com a DGS Industrial Ltda. Busca, portanto, soluções no segmento de USV (sigla em inglês para Embarcações Autônomas de Superfícies). O projeto é de enorme expectativa para o Ministério da Defesa em missões no litoral e rotas fluviais.

A busca dessas soluções pela Esquadra, todavia, não está em estágio zero. Ou seja, empresas serão contratadas para avançar e/ou executar projetos de gaveta. Mas, de toda forma, o USV foi um dos pontos altos na LAAD 2023. O evento é avaliado como maior e mais importante do setor da América Latina.

O contrato com a DSG, do Rio de Janeiro, na modalidade “acordo de parceria” e em vigor desde o dia 10/04, engloba todas as fases do equipamento. “Desenvolver a promoção de estudos e análises conjuntas dos conceitos técnicos e operacionais de embarcações autônomas e remotamente controladas”. Isso consta na súmula do Processo NUP 62223.000589/2023-46, assinado pelo Centro Tecnológico da Marinha do Rio de Janeiro (CTMRJ). O acordo, válido até abril de 2025, não define valor.

A DGS foi criada no final de 1998 e tem capital declarado de R$ 300 mil. Apresenta ao mercado como sua principal atividade a de projetos e construção de embarcações táticas para defesa e segurança.

Israelense e startup brasileira

Analistas no segmento especializado dos USV acreditam que a Esquadra buscará soluções tanto nacionais quanto de fora. No mercado brasileiro, estaria, por exemplo, projetos da startup TideWise. Fora do país, equipamentos com empregabilidade comprovada, caso do Seagull, da Elbit Systems, de Israel.

A brasileira atua em levantamento de dados, monitoramento ambiente ambiental inspeção de ativos. Tem em carteira contrato com a petroleira Repsol, para desenvolvimento de sistema operacional autônomo em plataforma offshore.

Tanto a israelense quanto a TideWise participaram da LAAD 2023.

Marinha desenvolveu base tecnológica própria

A Marinha estreou na navegação com VSNT (veículo de superfície não tripulado), em outubro de 2021, na Baia da Guanabara, no Rio. Foi parte de programa fechado. Deste, participaram, por exemplo, a Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e, pelo CTMRJ, instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT).

Os USVs subaquáticos, empregados em missões de proteção de terminais portuários e bases navais, também figuram nas prioridades da força. Projetos dos USVs estão resguardados por Emenda Constitucional (No 85/15) e leis e decreto que se estendem desde 2004 até 2021.

Cronograma dos submarinos

Prosub começou em 2008. Atingir a construção de submarino com propulsão nuclear é a meta principal. A França, além de principal parceiro do Brasil, é o fornecedor de tecnologias para o programa.

O Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT) figura também entre as maiores encomendas da Marinha no mercado.

O Comando da Base de Submarinos Ilha da Madeira (BSIM), no município de Itaguaí, no litoral Sul do RJ, recebeu, em 2020, submarino Riachuelo (S-40). A embarcação, entretanto, ainda opera com propulsão convencional: diesel-elétrica.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o complexo do Prosub, em Itaguaí, e ouviu sobre estágio e cronograma.

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Nairo Alméri

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