Veja do VÍDEO no link abaixo. Imagem dos chafarizes no encontro das Ruas Francisco Deslandes e Vitório Marçola - Foto e vídeo: Nairo Alméri ALMÉM DO FATO
A tempestade de sexta (01/03), em Belo Horizonte, quando, em algumas ruas, a pressão interna nas redes pluviais fez bueiros ficaram sem suas tampas, foi uma fatura pelos crimes ambientais no país. Mas, serviu também como atestado para as consequências da alteração climática. Além disso, novo alerta para falta de política e de gastos qualitativos e honestos em áreas do saneamento básico pelas Prefeituras e Governos dos Estados.
Em resumo, os belo-horizontinos receberam mais um recado da natureza contra desmatamentos e queimadas de matas nativas. Notadamente nos biomas do Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.
Esses crimes se renovam em projetos de grupos empresariais e investidores do agribusiness e mineração– do país e exterior – privilegiados pelo poder público. Todos carregados em polpudas verbas do Tesouro Nacional (orçamentos anuais da União). Engordam em linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiamentos com juros altamente subsidiados (minúsculos).
Pressionam o ambiente, com mesma fúria, a extração ilegal de madeira e os garimpos. A Amazônia queima sem parar, de janeiro a janeiro.
Essa enciclopédia de ilegalidades se consolidou à sombra da eterna e bondosa conivência de todos os governos. A ausência secular da fiscalização e punição pelo Estado abriu, portanto, estrada para criminosos ambientais. Estes, então, se aparelharam e se organizarem. Possuem até sindicatos legais, ou seja, amparados em leis.
Eles não estão simplesmente bem armados, com armas de fogo e companhias de pistoleiros. Financiaram sólidas influências diretas nas estruturas dos Governo, em ministérios, autarquias etc.
São poderosos e influentes, por exemplo, no próprio Ministério do Ambiente. Vide o episódio do “ir passando a boiada“, vazado em reunião ministerial do Governo Bolsonaro.
Mas o pior é que ergueram alicerces de aço nas salas parlamentares do Congresso Nacional (Senado e Câmara), onde construíram as bancadas rurais e da bala. Possuem, então, representantes eleitos pelo voto do povo.
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