Política

Drummond não escreveu na bula, deixou poemas

A biografia do maior poeta (poeta, contista e cronista), o itabirano Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), não reserva para 2023 centenário de alguma obra sua. Mas, para quem gosta de garimpar fatos na vida de CDA, este é o ano do centenário de seu ingresso na escola de Farmácia, da Faculdade de Farmácia e Odontologia da UFMG. Formou-se em 1925.

O ingresso na universidade, em Belo Horizonte, foi, entretanto, apenas para atender ao pai, Carlos de Paula Drummond. Este queria ver o filho formado. Drummond escolheu Farmácia por ser curso de curta duração, de três anos. Tinha, portanto, pressa pela saída. Esse agrado ao pai aparece em vários relatos, entre os quais o de sua expulsão em colégio jesuíta (ver baixo).

O farmacêutico, todavia, não rolou. Drummond, pois, nunca exerceu a profissão. Foi ser redator na Imprensa Oficial de Minas Gerais.

Os admiradores do poeta nascido em Itabira (ainda Itabira do Mato Dentro) poderão, entretanto, colocar nas homenagens do mês da poesia o cinquentenário de duas obras. Em 1973, foram publicados os seus livros As Impurezas do Branco e Menino Antigo (Boitempo II).

No primeiro, de poesias, dá pinceladas críticas à ditadura dos generais, iniciada no golpe de 1964. O segundo é a busca por lembranças da infância.

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Drummond, o poeta, para presidente da República

A expulsão do “74”

Por “insubordinação mental”. Essa a justificativa dos padres para a expulsar o jovem Drummond, em 1919, do Colégio Anchieta, de Nova Friburgo (RJ). Instituição conhecida pela rigidez característica da congregação Companhia de Jesus.

O dia em que o general Drummond foi expulso

Drummond encerrou no JB o ciclo de cronista em jornal

Última crônica de Drummond para jornal completará 40 anos, em 2024. Com Ciao, publicada em 29/09/1984, no Caderno B, do Jornal do Brasil, onde escreveu por 15 anos, o poeta se despediu dos leitores.

Semana Drummondiana vai de “A Cor de Cada Um”

Em Itabira, o ponto alto das homenagens ao filho ilustre ocorrerá dentro da 22ª Semana Drummondiana – 26 a 31.

O tema deste ano circunda a coletânea de crônicas A Cor de Cada Um, lançada em 1952. Em 2022, a editora Record fez a 15ª edição da obra. A programação é patrocinada pelo Instituto Cultural Vale.

O encerramento, dia 31, coincidirá, portanto, com o dia em que se comemora o aniversário do poeta, também consagrado como o Dia Nacional da Poesia.

Confira a íntegra da programação oficial

Nairo Alméri

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