Presidente da CDL/BH e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticam os juros altos, fotos Alessandro Carvalho e Fábio Rodrigues Pozzebom/Abr
O país começa um novo ano do jeito que começou 2025 com relação aos juros altos. Um ano depois da mudança no comando do Banco Central, em janeiro passado, os juros não caíram um ponto percentual sequer. Nem mesmo com o cenário econômico favorável, porque a inflação está sob controle, em queda, baixo desemprego e renda em alto patamar. Nem assim, a taxa Selic se mexe. Mais inacreditável do que os números, é o pacto de silêncio que se formou em torno do assunto como se não representasse uma trava ao desenvolvimento econômico da maioria.
Poucos criticam, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho; e o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva; que, mensalmente, divulga posicionamento semelhante ao do mês anterior. Será que irão abaixar os juros somente quando a economia beirar a recessão?
Atacar os juros no Brasil não agrada banqueiros nem o mercado financeiro. Até o presidente Lula (PT) deixou de criticar. Seu ex-vice, o empresário José Alencar, repetiu tanto esse mantra contra os juros que não recebia a atenção devida. Nos Estados Unidos, pode. Lá, o presidente Donald Trump tanto fez, criticou e até ameaçou demitir diretor do BC de lá, numa intervenção inconstitucional, e os juros caíram a 4,5%. Por aqui, empacamos nos 15% ante o silêncio generalizado do governo, empresariado e do mercado financeiro. Um pacto de amigos dos banqueiros.
Ainda sobre juros, o governador Romeu Zema (Novo) sempre atacou os juros de 10% ao ano da dívida mineira, que, em sua gestão de 7 anos, saltou de R$ 114 bi para R$ 201 bilhões. Não foi culpa dos juros, mas por inadimplência, pelo calote autorizado de nada pagar. Zema se gaba de não ter aumentado a dívida, mas também nada pagou. Não o endividou o Estado, mas também não fez grandes obras. Pré-candidato a alguma coisa neste ano, o ex-governador Aécio Neves (PSDB), criticou, ontem, em sua rede social, que a “falta de gestão põe o trem fora dos trilhos”. Zema só não fala mal dos juros de 100% ao ano que a Eletrozema pratica em cima dos pequenos consumidores.
Vinte anos depois da denúncia, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas decidiu arquivar, no último dia de 2025, o processo conhecido por mensalão mineiro. Há cinco anos, o STF, por 3 a 1, anulou a condenação e remeteu a ação para que o TRE mineiro julgasse eventuais crimes eleitorais na campanha eleitoral de 1998. O caso agora está encerrado na denúncia que envolvia o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) e outros acusados.
Em 2025, as ações fiscais do Ministério do Trabalho, em Minas, afastaram 799 crianças e adolescentes do trabalho infantil, correspondendo a 25% dos números de todo o país. No combate ao trabalho análogo à escravidão, 335 trabalhadores foram resgatados. Os números são da Superintendência Regional do Trabalho.
Em 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro foi homenageado pelo grupo Lide como modelo de líder, executivo inovador e empreendedor de sucesso no Brasil. Dois anos depois, disse, em depoimento ao STF, que foi “surpreendido” com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e disse que a instituição financeira que comanda era “solvente” até aquela data.
Apesar dos juros nas alturas e de outros malfeitos, desejo a todos um 2026 melhor, com muita saúde, conquistas e alegria de viver!
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