Gabriel Azevedo concede entrevista aos jornalistas Lucas Catta Preta, Murilo Rocha e Orion Teixeira, na TV Band (Entrevista Coletiva)
A compra de votos, por meio de dinheiro e cargos da prefeitura, foi estratégia derrotada na tentativa de eleger a presidência da Câmara de Belo Horizonte. “A prefeitura ficou lambuzada nesse processo de ‘toma-lá-dá-cá’”, afirmou o futuro presidente da Câmara, Gabriel Azevedo, ao participar do programa Entrevista Coletiva (TV Band) em parceria com o site Além do Fato. Na votação, ele derrotou o prefeito e seu grupo no último dia 12.
No mesmo dia, foi à missa de aniversário da capital, e apontou para assessores ao lado do prefeito Fuad Noman (PSD), dizendo jocosamente: “Você custou um voto, esse custou dois”. Ainda assim, o crítico vereador garantiu a Fuad, horas antes, que não daria seguimento ao pedido de impeachment que estava no Legislativo contra ele . “Aquilo é baboseira”, avaliou Gabriel, admitindo, no entanto, que CPIs iriam pipocar na casa para investigar atos de uma prefeitura “velha” e sem rumos.
Para se eleger, Gabriel fez espécie de ‘milagre’ dos votos, transformando os três que tinha em 21 que o elegeram, derrotando os dois blocos majoritários da Câmara de 41 vereadores. O governista, de apoio ao prefeito, contava com 20 votos, e o da oposição, 18 votos.
Como nenhum deles tinha maioria simples, Gabriel tentou negociar com ambos tendo como trunfo apenas três votos de seu bloco tido como independente. Ao ser consultado, Fuad Noman teria dito que aceitava aliança com todos, “menos o Gabriel”. Ao contrário dele, a oposição aceitou o acordo e chegou aos 21 votos com Gabriel na cabeça. O prefeito não quis se manifestar sobre as críticas e acusações.
Em sua futura gestão, o vereador, que está sem partido, adiantou que sua prioridade será a pauta dos colegas e que, em razão disso, seria também dos belo-horizontinos que os elegeram. Pontuou, no entanto, que manterá filtro eficiente na Comissão de Constituição e Justiça para evitar a recorrente aprovação de projetos inconstitucionais.
Sobre a exploração minerária na Serra do Curral, cartão postal de BH, informou que se unirá às Câmaras da vizinhas Sabará e Nova Lima para transformar esse patrimônio em parque. Levou também essa ideia ao governador Romeu Zema (Novo) a exemplo de outros problemas que afligem os municípios da Região Metropolitana. Disse que o governador o incentivou.
Confira abaixo a íntegra da entrevista ao Entrevista Coletiva, da TV Band Minas, veiculado no sábado (17).
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