Concessionárias terão de comunicar novos preços com 20 dias de antecedência. Imagem ilustrativa de ferrovia - Foto: Alberto Ruy/Ministério da Infraestrutura
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) demonstra excelente performance em burocracia. E pôs em prática na quarta (24/05), diante experts britânicos em ferrovia. Naquela data, a agência recebeu importante missão da Universidade de Birmingham. Entretanto, o comunicado da autarquia não ofereceu nada de concreto.
Os ilustres visitantes representaram área de pesquisas na Birmingham vinculada à rede UK Rail Research Innovation Center (UKRRIN). Este, por sua vez, vincula academia à indústria ferroviária na Grã-Bretanha. A UKRRIN, em resumo, aglutina centros de excelência em sistemas digitais, material rodante (locomotivas e vagões), infraestrutura e testes (laboratórios e campo).
ANTT (Ministério dos Transportes), certamente, tinha agenda antecipada para missão europeia. Mas, não demostrou apetite. Um exemplo, mostra a nota, a surfada em ranços dos comunicados de encontros em esfera de Governo. Além disso, teve a preocupação em dar muita voz ao seu diretor-geral, Rafael Vitale, quando deveria mostrar bem mais os experts e a entidade britânicos. Seriam estes, claro, que o setor do país precisaria ouvir.
E, portanto, a autarquia acabou exibindo vícios dos dirigentes em áreas de Governo e autarquias no Brasil: miragem profunda ao centro do próprio umbigo. “Como encaminhamentos da reunião, decidiu-se pela continuidade nos contatos entre as duas instituições e a definição dos principais pontos da ANTT a serem explorados em uma eventual parceria”, diz o release da Agência.
A Agência, além disso, assume posto de excelência em algo no qual cultivou histórico sofrível, o da gestão da malha ferroviária. O retrato do setor de cargas mostra isso. Veja alguns exemplos de problemas na ferrovia de cargas no Brasil em reportagem do portal CPG:
Quais os principais problemas no transporte ferroviário no Brasil?
A Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) hospeda em seu site informações para a pouca relevância demonstrada pelo então candidato (2022) e atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “No programa de governo de Lula, divulgado durante a campanha, as palavras “ferrovia” e “mobilidade” não aparecem no texto, ao passo que “transporte” está escrita em duas ocasiões”.
De toda forma, o material hospedado pela Abifer, observa algo positivo. Durante a campanha à Presidência, a ANPTrilhos entregou documento aos candidatos com propostas. Mas apenas assessores de Lula procuraram a entidade para se manifestar sobre conteúdo das propostas (“Eleições 2022 – Propostas para o Avanço da Mobilidade Urbana Nacional”). Leia mais sobre isso AQUI.
Mas, tomara que o pessoal ANTT tenha sabido ouvir bem mais dos pesquisadores da Universidade de Birmingham que o demonstrado no release. Pois, os problemas saltam dos vagões.
Muitos apareceram em discurso de posse, divulgado pela Agência Brasil, do atual ministro dos Transportes, Renan Calheiros Filho (José Renan Vasconcelos Calheiros Filho), eleito senador pelo MDB-AL. “Estima-se que a recuperação da malha demandaria R$ 100 bilhões em investimentos”, declarou.
E, certamente, informado de véspera, o ministro dos Transportes escreveu e leu algo grave em desperdício nas ferrovias. Afirmou, portanto, que, por conta das más condições da malha, as concessionárias consomem, por ano, “1 bilhão de litros de diesel desnecessariamente”.
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