Lista apresentada em fevereiro para composição do colegiado da ANTT foi torpedeada. Ataques surgiram dentro e fora do Senado - Foto: Divulgação/ANTT
O presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao Senado, na sexta (02/07), outra lista para diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT). Na primeira, o Planalto comeu chumbo grosso. A reação, portanto, evidenciou enorme disputa política, dentro e fora do Legislativo.
Mas, quem mais apanhou foi Arnaldo Silva Júnior, para diretor. Na época, suplente(DEM) de deputado em Minas, era assessor no gabinete do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Pacheco, entretanto, negou que tivesse bancado a indicação do ex-assessor.
Completavam a lista dois nomes da própria agência: Davi Ferreira Gomes Barreto, indicado para diretor-geral, e, Alexandre Porto Mendes de Souza. Entretanto, em fins de abril, Arnaldo desistiu, pois, assumiu uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas. Ele assumiu em consequência da morte do deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), vítima da Covid-19.
Na quarta (29/06), Bolsonaro retirou aqueles nomes. Não houve desgaste, pois, ainda não tinham sido submetidos à a votação no Plenário do Senado. E, portanto, ontem, em edição extra do DOU, o chefe do Planalto mandou publicar nova lista:
Entretanto, as fortes ligações políticas não desapareceram. Os novos nomes ainda mexem interesses dos empresários do transporte de passageiros.
O senador Pacheco é filho de sócio (Hélio Cota Pacheco) de empresas de ônibus, entre elas a Saritur – Santa Rita Transporte Urbano e Rodoviário – e a Viação Real Ltda. A Saritur foi amplamente noticiada no recente escândalo de vacinação de clandestina de empresários e familiares contra Covid-19. O local da tal imunização foi uma garagem da empresa, em Belo Horizonte.
O empresariado do setor de transporte público urbano e interestadual de ônibus se opõe à posição reformadora da ANTT. A Agência não esconde o empenho por novo modelo de Agência. Os diretores defendem, principalmente, abertura do mercado, ou seja, facilitação à entrada de novas empresas. Isso, portanto, desagrada as atuais “grandes” empresas.
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