Gontijo lidera em reclamações de passageiros na ANTT

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  • por | publicado: 23/12/2020 - 20:34

Gontijo liderou nas reclamações dos passageiros contra empresas rodoviárias- Foto: Divulgação

A Gontijo (Empresa Gontijo de Transportes), com 504 apontamentos, liderou nas reclamações de passageiros contra empresas rodoviárias de ônibus no 1º semestre. A classificação é do “Relatório Semestral de Resultados da Ouvidoria – 1º semestre/2020”, da Ouvidoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Esse Relatório é referência nas análises da ANTT. Portanto, muito importante no histórico do desempenho das empresas.

Com 23 páginas, o documento foi divulgado nesta quarta (23/12). Ou seja, apesar de relevante, divulgado com exagerado atraso.

Os passageiros encaminharam 3.405 reclamações. Destas, 27,6% (941) foram para “atraso” em itinerário (de longa distância), ou seja, quase um terço. Na sequência, aparece o conjunto “avaria”, “mecânica” e “defeito”, com 21,8% (743), que compromete itens importantes na operação como, por exemplo, a segurança.

Seguidas pela Gontijo, portanto, no time das 10 mais em reclamações, aparecem: Kaissara (419), Taguatur (309), UTB (261), Novo Horizonte (211), Util (210), TCB (200), Solimões (196), Viação Triângulo (195) e Itapemirim (193).

As 45 empresas do topo em reclamações apontadas pela
Ouvidoria da ANTT – Reprodução do Relatório 1º semestre 2020

LEIA AQUI a íntegra do Relatório da Ouvidoria da ANTT

Greves dos motoristas urbanos

No Recife (PE) não avançou a reunião de conciliação da Justiça do Trabalho, pela manhã, com motoristas em greve. Em Canoas (RS), mesma situação com empregados da Sogal.

Empresa divulga carta

Na cidade da Grande Porto Alegre, portanto, a greve seguirá na véspera do Natal.

Todavia, a empresa optou por divulgar carta à população. “Para deixar clara a grave situação do sistema de ônibus, importante dizer que estamos operando com somente 45% da demanda de passageiros, cuja arrecadação não cobre os custos da folha dos funcionários , aquisição de combustível, pneus e demais insumos. Com esta receita não há como pagar o 13° salário integralmente até o final do ano. Há necessidade de compreensão, de bom senso por parte da classe trabalhadora”, apelou a Sogal em trecho do comunicado.

Mas, na capital pernambucana, mesmo com o fracasso, havia expectativa de interrupção do movimento.

Em Manaus (AM), a greve completou terceiro dia pelo 13º. Todavia, os trabalhadores cumprem determinação judicial: manter 70% da frota em circulação.

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