Imagem ilustrativa de instalação de reservatório pela Copasa MG em São Thomé das Letras, no Sul de Minas - Crédito: Reprodução/Facebook
Vira e mexe, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa MG) atropela princípios do respeito aos consumidores e dos postulados de Governança Corporativa. A estatal do Governo de Minas Gerais, com ações do capital listadas na Bolsa de Valores B3, passa por novas investigações do agente regulador de mercado.
Velhos problemas: cobranças indevidas das contas de serviços de água e tratamento de esgoto. Desta vez, em pauta casos nos mercados de Belo Horizonte e Montes Claros.
Na Capital, a companhia é alvo de “Processo Administrativo” autorizado pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG). A Portaria Arsea-MG Nº 389, de 10/07/2025, determina “apuração de eventuais valores indevidamente cobrados pela Copasa-MG” contra um conjunto residencial.
A fundamentação está em “Relatório de Fiscalização Econômica GFE Nº 377/2025”. A fiscalização “apontou inconsistência na cobrança, tendo em vista o serviço efetivamente prestado”.
É bom lembrar que “inconsistência” em balancetes virou, em janeiro de 2023, a janela para descoberta de rombo acima de R$ 40 bilhões na Americanas. Para evitar pedidos de falência, a companhia recorreu, portanto, à recuperação judicial.
Em Montes Claros, cidade mais populosa do Norte de Minas, a Portaria Arsae-MG Nº 387, que autoriza abertura de investigação, aponta também “valores cobrados indevidamente aos usuários“. A irregularidade aparece na GFE Nº 386/2025: “na adoção do critério de faturamento por volume médio histórico”. Os dois processos correm desde o dia 12/07.
A Copasa é uma estatal de capital misto, ou seja, com presença de investidores. O Governo de MG controla 50,03% das ações ordinárias (30/05/2025) do capital social.
No 1T25, a Copasa MG apurou receitas de R$ 2,061 bilhões. Teve, portanto, crescimento nominal (com inflação embutida) de 10,7% comparado com mesmo período de 2024. O lucro líquido, porém, apresentou melhor desempenho, de R$ 428,5 milhões, ou seja, alta de 21,9%.
Alvo de inúmeras tentativas frustradas de privatização, nestes sete anos do Governo Zema, a Copasa MG contabilizou R$ 8,613 bilhões em ativo imobilizado, investimentos e intangível. O patrimônio líquido era de R$ 8,296 bilhões.
Em relação ao apurado pela Bolsa de Valores B3 ao final do 1S25, o valor de mercado da Copasa exibia perda de 5,17% em dólar norte-americano. Valia, portanto, US$ 1,810 bilhão.
Além dos volumes nas operações diárias dos papéis registrados, a Bolsa chama atenção para isto no cálculo que utiliza: “valor de mercado deve ser observado em conjunto com outras variáveis, como liquidez, volume e negociabilidade da espécie/classe da ação”.
Este 29 de agosto marca os 200 anos da assinatura do Tratado do Rio de…
Após as declarações desconectadas da realidade e até do bom senso, o governador Zema (Novo)…
A holding Energisa S.A., dos segmentos de distribuição e geração, captará R$ 3,910 bilhões para recompra (aquisição…
Em encontro inédito, nessa quarta (27), em BH, o superintendente regional do Trabalho, Carlos Calazans,…
O ex-presidente do Tribunal de Justiça de Minas, desembargador Nelson Missias de Morais, criticou em…
Perto daquelas horas de decisão, o presidente Lula (PT) volta a Minas, nesta sexta (29/8),…