Floresta Nacional de Canela, na Serra Gaúcha - Foto: ICMBio/Flona Canela/Divulgação
Sem conseguir vender estatais de porte – Eletrobrás, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa – o Governo Bolsonaro se desfaz, então, de ativos menos atrativos. Nessa onda, portanto, retoma o processo de privatização das duas Florestas Nacionais (Flona) na Serra Gaúcha. O lance mínimo de total de R$ 739.437,00.
O Governo publicou a Resolução CPPI 170/2021, de concessão das Florestas Nacionais (Flona) Canela e São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, no dia 19/04. Portanto, no Dia do Índio. A concessão será por 30 anos.
Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, assinaram o expediente. Em áreas conservacionistas, a data da publicação da Resolução foi interpretada, porém, como mais um gesto de deboche de Salles.
Guedes, presidente do CCPI, e Salles, porém, baixaram a Resolução 170/2021 em ato ad referendum do Conselho de Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (CPPI). Ou seja, ainda sujeita à aprovação. Mas como tudo se dá em ambiente do Governo, passará.
A concessão das florestas será por licitação. Os valores mínimos fixados em R$ 449.966,00, para Canela, e R$ 289.461,00, São Francisco de Paula.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é administrador das áreas. O ICMBio é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.
A resolução, todavia, não fixou prazo para entrega publicação de edital e nem abriu calendário para apresentação e abertura das propostas. O passo seguinte, contudo, deverá ser a apreciação pelos Conselhos Consultivos das áreas, recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Procuradoria Federal Especializada (PFE). A PFE atua junto ao ICMBio. Essa etapa poderá ocorrer na próxima semana.
A desestatização das Flonas Canela e SFP entrou em pauta exatamente em maio de 2020. Na época, o Governo acreditava que, via PPI, seria possível atrair capital para investimentos. E, dessa forma, então, promover incremento da visitação em 30%.
Como consequência, impulsionaria a economia local. Seriam beneficiadas, por exemplo, atividades do comércio vinculado ao turismo: hotelaria, restaurantes, vinícolas, vestuário etc.
O ministro Turismo na época, deputado Álvaro Antônio, comparava as visitações anuais aos parques brasileiros com os nos Estados Unidos. Nos EUA, atrairiam até 300 milhões de pessoas por ano, contra 10 milhões no Brasil.
Os conservacionistas, diferentemente de agora, protestaram no anúncio da privatização das Flonas da Serra Gaúcha, em 2020. Principalmente em referência à demarcação da reserva indígena kaingans. Veja AQUI. Mas, agora, silenciaram.
Parece que o combate à corrupção no Brasil ainda tem fôlego. A expectativa ressurge após…
A partir da próxima quinta-feira (3/3), quando será empossado prefeito de BH, oito dias após…
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), relança, em sua sede,…
A carteira de clientes brasileiros potencializa a meta da Wabtec Corporation, líder global em locomotivas…
O laboratório dinamarquês Novo Nordisk, com planta em Montes Claros (MG), desenvolverá e comercializará medicamento…
Muita gente criticava o fato de Fuad Noman priorizar a campanha eleitoral em desfavor do…