Meirelles, ex-ministro e ex-secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, fez carreira no antigo BankBoston. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O economista Henrique Meirelles entrará para o comando da corretora mundial Nº 1 em criptomoedas. O brasileiro integrará o time do Conselho Consultivo da Binance. A empresa foi fundada na China, em 2017, e opera a Binance Labs, importante aceleradora de startups.
À FolhaPress, Meirelles disse que está na fase de avaliação, mas que “a proposta é interessante”. Levará para o grupo chinês bagagem relevante de administrador: presidente do Banco Central (Governos Lula), Ministro da Fazenda (Governo Temer) e secretário da Fazenda de São Paulo (Governo Doria).
Muito antes, porém, dos cargos em governos do Brasil, sagrou-se como o primeiro brasileiro presidente do BankBoston no Brasil. Depois virou presidente mundial do Boston (mudou de nome). Após 28 anos de Boston, se aposentou em 2022 e retornou ao Brasil.
No mesmo ano do regresso, ingressou na política, via PSDB, e foi o deputado federal mais votado de Goiás: 180 mil votos.
A Binance Labs administra US$ 7,5 bilhões em ativos.
Mas, Meirelles renunciou ao cargo, antes mesmo da diplomação. Ele cedeu a uma costura política internacional, pelo então presidente Fernando Henrique Cardosos (PSDB), que o colocava, então, como indicado ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidir BC. A negociação garantia aos credores brasileiros que o Governo do PT respeitaria e cumpriria acordos herdados. Assim, portanto, permaneceu no BC nas duas gestões de Lula, 2003-2010.
As negociações tiveram presença do então ministro da Fazenda de FHC (1995-2002), Pedro Malan. Antes desse cargo, o ex-ministro tucano foi exatamente o negociador-chefe da dívida brasileira, no Governo Fernando Collor (1991-1993) e presidente do BC (1993-1994). Ou seja, bem conhecido dos credores.
Depois que largou o BC, Meirelles presidiu o Conselho da J&F, holding das marcas Friboi, Seara, Vigor, Havaianas e outras. Na J&F, relançou o Banco Original em plataforma digital (1º banco digital do Brasil). Retornou à administração federal, para comandar Ministério da Fazenda no Governo Temer.
Nesse portfólio de vencedor, entretanto, cravou, em 2018, um estrondoso fracasso. Naquele ano, gastando do próprio bolso, concorreu à Presidência da República, pelo MDB. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Meirelles declarou patrimônio de R$ 377,4 milhões. Mesmo com toda grana, não passou do 1º turno. Obteve irrisórios 1,20% dos votos válidos apurados (1.288.948), ou seja, sentou praça no 7º lugar.
O economista é filiado, desde abril, ao partido União Brasil, largando o PSD. Mas, não é candidato a nada. Entretanto, em maio de 2021, figurou nas listas de prováveis opções de Lula para vice, que ao lado do atual presidente da Fiesp, Josué Christiano Gomes da Silva (Grupo Coteminas) e da empresária Luiza Trajano (Maganzie Luiza).
Mas, negociações políticas, vingou Geraldo Alckmin (PSB). Este foi governador de São Paulo pelo PSDB, ou seja, partido que é espinho nos sapatos do PT dentro do colégio eleitoral paulista.
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