Política

Copasa será questionada por cobranças indevidas na Assembleia

A Copasa será questionada, na Assembleia Legislativa de Minas, por cobranças indevidas em suas tarifas no interior mineiro. A estatal estaria cobrando integralmente o valor da tarifa por serviços de esgotamento sanitário que são prestados apenas parcialmente. Esse é o teor do requerimento parlamentar e se baseia nas diversas ações judiciais de municípios contra a companhia.

A reunião extraordinária é a primeira do ano da Comissão de Desenvolvimento Econômico do Legislativo e acontecerá às 10 horas desta terça (3). A audiência foi requerida pelos deputados Thiago Cota e Leonídio Bouças (ambos do MDB) e Arlen Santiago (PTB).

Os parlamentares querem que a empresa apresente também a relação dos municípios que já entraram com ação contra ela por esse motivo. Em janeiro passado, a Prefeitura de Coronel Fabriciano (Vale do Aço) ajuizou ação civil pública contra a Copasa requerendo a suspensão imediata da taxa de esgoto.

Além disso, querem a relação dos municípios onde a companhia tem concessão e com os quais assumiu obrigações e não cumpriu. Sobre o assunto, a empresa vai se manifestar durante a reunião.

Risco de privatização está na pauta

Os deputados pedem explicações, particularmente, sobre a situação do Distrito Regional de Salinas (Norte de Minas). Lá, é efetuada a cobrança pelo serviço de esgotamento sanitário com taxa máxima sem que seja oferecido o tratamento devido, segundo eles.

Irão discutir também a eventual privatização da estatal, como defende o governador Romeu Zema (Novo), e seus efeitos econômicos e sociais. O presidente da Copasa, Carlos Eduardo Tavares de Castro, foi convidado, mas não deverá ir.

Representando a empresa, foram escalados os diretores Guilherme Frassom (Operações) e Cristiane Schwanka (Relacionamento com o Mercado). Deverá participar também o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, entre outros.

Assembleia lança campanha por ‘gestão responsável’

A Assembleia Legislativa divulgou, nesta segunda (2), a sua nova campanha institucional, cujo mote é a gestão responsável dos recursos do Estado. Vai focar também a contribuição do Legislativo para o enfrentamento da crise. Em dezembro passado, o presidente Agostinho Patrus (PV) devolveu ao Governo de Minas mais de R$ 46 milhões. Junto do recurso, a recomendação ao governador Romeu Zema (Novo) para que fosse aplicado na saúde pública.

A campanha irá demonstrar como o recurso economizado pode ser utilizado em benefício da população. Com o valor devolvido, o Executivo poderia, por exemplo, viabilizar mais de 4 milhões de consultas e de 103 mil partos normais pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de governabilidade, Assembleia garante R$ 6 bi para Zema

Orion Teixeira

Posts Relacionados

Cemig D precisa azeitar caixa com R$ 1,5 bi

A Cemig Distribuição S.A. fará captação de R$ 1,5 bilhão. Operação será via emissão de…

14 horas atrás

Operação Lava Jato (ainda) não morreu

Parece que o combate à corrupção no Brasil ainda tem fôlego. A expectativa ressurge após…

3 dias atrás

Risco de Damião é ficar refém da Câmara de BH; entenda

A partir da próxima quinta-feira (3/3), quando será empossado prefeito de BH, oito dias após…

3 dias atrás

Crea-MG relança braço da instituição em apoio ao setor produtivo

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), relança, em sua sede,…

4 dias atrás

Ferrovias do Brasil turbinam meta da Wabtec

A carteira de clientes brasileiros potencializa a meta da Wabtec Corporation, líder global em locomotivas…

4 dias atrás

Novo Nordisk e Lexicon em acordo de US$ 1 bi

O laboratório dinamarquês Novo Nordisk, com planta em Montes Claros (MG), desenvolverá e comercializará medicamento…

7 dias atrás

Thank you for trying AMP!

We have no ad to show to you!