Economia

Banco Inter altera planos de opções, enquanto flutua na B3

Banco Inter S.A (antigo Intermedium), controlado pela família de Rubens Menin (fundador e dono da Construtora MRV), fará alterações dos Planos III, III e IV de Opções de Compra de Ações de emissão do banco. Foi no II Plano, em 2012, que o banco vendeu units/ações do capital social aos gestores e empregados. As alterações, agora, serão votadas pelos acionistas na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada para o dia 15.

Ao criar o II Plano, o Conselho de Administração viu nele uma forma de “incentivar o desempenho e favorecer a retenção de administradores, executivos e colaboradores”. Portanto, isso se concretizaria “na medida em que a participação no capital social da Sociedade permitir que (eles) se beneficiem dos resultados para os quais tenham contribuído”. Os conselheiros apostavam, então, que o ganho viria “na valorização do preço de suas ações”. O III Plano é de 2016, e, o IV, de 2018.  

Banco Inter na gangorra do mercado

Fundado em 1994, a partir da carteira de incorporação da MRV, o banco mineiro agitou o mercado, em agosto, quando abriu seu capital ao SoftBank. O banco japonês é a mais importante instituição financeira do mundo voltada para tecnologia. Então, na virada de julho para agosto, com o SoftBank embarcando em 8,1%, as units do Inter bateram recordes (23%). Enquanto isso, o Ibovepsa (maior índice da Bolsa B3) caia 1,23%. No Inter, cada unit equivale a 1 ação ordinária e 2 preferenciais.

Porém, a primeira semana de outubro foi osso para o Inter, a despeito das boas notícias do banco do Grupo MRV. O SoftBank e parceiros subiram aos 14,94% no capital do banco mineiro . De quebra, o Inter anunciava o pagamento (feito em 08/10) de juros sobre o capital próprio, de R$ 12,8 milhões. Contudo, esse combo não segurou a queda das units da instituição por oito pregões seguidos, sendo que, em cinco dias, afundou 19%. Mas, ontem (09/10), davam sinais de recuperação, cima dos 8%.

Capital autorizado até R$ 3 bilhões

Inter, com sede em Belo Horizonte, tem capital subscrito e integralizado de R$ 2.114.051.736,15. O valor está dividido por 364.451.252 ações nominativas ordinárias e 338.353.750 ações preferenciais – as duas espécies são sem valor nominal. Autorizado, há mais tempo, pelo Conselho de Administração, o banco poderá elevar o capital social até R$ 3 bilhões. Esse aumento, no entanto, não implicará em reformar o Estatuto nem manter a proporção entre as espécies de ações.

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Nairo Alméri

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