Economia

De uma janela em Paris, um olhar brasileiro

Empresário brasileiro testemunha, de Paris, parte da violência que varre toda França nestes dias. O estopim foi a morte de um jovem por um policial. Stefan Bogdan Salej culpa a ausência do Estado para inúmeros problemas de desenlaces previsíveis.

“É absolutamente calmo e absolutamente terrível. Estamos em St. Germain des Près, ao lado da igreja onde exilados brasileiros na década de 70 protestavam contra a ditadura militar em nosso país”. Assim, Salej abriu seu artigo “A França em chamas”, postado domingo (02/07), em seu blog.

Nascido na Eslovênia, com cidadania brasileira e atualmente radicado em São Paulo, Salej foi empresário em Minas Gerais durante décadas. Presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e ocupou uma vice-presidência da Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

Embora chocado com aquilo vê, Salej, no entanto, parece não se surpreender com mais esta temporada de violência na França. Muito menos com os enormes aparatos da força de segurança nas ruas como resposta do presidente Emmanuel Macron, em segundo mandato.

Em Paris, a dúvida: quem é o inimigo?

Com olhar de quem frequentou aulas de Ciência Política e foi correspondente europeu no Brasil, Salej observa na França, e não de hoje, algo em comum com o Brasil: ausência do Estado. No caso do momento, entre outras frentes, a falta de política para tratar a violência urbana. Mas, de característica singular, com coquetéis molotovs passando, cada vez mais, das mãos de jovens para adolescentes e, destes, para crianças.

“É apavorante encontrar-se em país que explode por um acidente trágico como este. A revolta física de crianças e jovens deixa o país perplexo. Os líderes políticos não têm credibilidade para parar a revolta”, pontua.

Diante do acúmulo de problemas sociais, de toda ordem, então, descontentes com o presidente Macron transformaram um “protesto justo” em “espantosa guerra”. “… e não se sabe quem é o inimigo”, observa o ex-presidente da Fiemg.

Acesse aqui a íntegra do artigo.

Nairo Alméri

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