Um das árvores em frente à escola de ensino Infantil e Fundamental, no Sion, em Belo Horizonte, que recebeu cartazes com apelo ambiental - Fotos: Nairo Alméri/Além do Fato
O calendário repete hoje (21/09) mais um Dia da Árvore. Nas escolas, as crianças aprendem amar a natureza, preservar o ambiente. Atuam sem fronteiras. Levam suas crenças para as ruas, para dentro das casas. Os adultos, nas famílias e em público, enxergam e leem os apelos pela preservação.
Crianças viram adolescentes, jovens e adultos. Em novas gerações, outros personagens assumem mesmos apelos. Findam ciclos, mas os apelos permanecem. A destruição, pelo homem, entretanto, não cessa.
Mesmo assim, a escola não desiste de seguir educando pela preservação da natureza. Neste expediente, segue ensinando as crianças diversas formas, teóricas e práticas, de expressar compromissos com o ambiente.
Um testemunho pode ser visto, hoje (21/09), o Dia da Árvore, em frente à Escola Lúcia Casasanta, no Bairro Carmo-Sion, na Zona Sul de Belo Horizonte. As crianças dos ensinos Infantil e Fundamental (1º ao 5º ano) escreveram e ilustraram apelos em pequenos cartazes. Dezenas deles foram para as árvores do passeio, com mensagens para as comemorações do dia e de entrada da Primavera.
A escola, portanto, segue firme no princípio básico: educar e formar cidadãos para a sociedade comprometidos também nas questões ambientais. Mas, pena que a lição, pela defesa ambiental, se apague rápido. Nas cabeças dos adultos, são tratadas como verdadeiras pragas contra interesses econômicos, principalmente de políticos e empresários do campo e extrativistas.
Mineradoras, agropecuárias (agronegócio) e incorporadoras imobiliárias praticam crimes ambientais sem punição. Só falta, portanto, agirem pool pela cremação das leis em praça pública.
O mais grave, e em todas as áreas econômicas, é que União, Estados e Municípios, com frequência, atuam abraçados contra o ambiente. Em raras situações, por descuido, talvez, aparece uma meia sola pelo ambiente.
Denúncias dos descasos da autoridade pública, em todos os níveis, se arrastam há décadas. Parece, todavia, não haver, sensibilidade na opinião pública no sentido de pressionar por caminhos que levem à mudanças urgentes.
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