O Airbus A330 MRTT equipa parte da frota das forças aliadas do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) - Crédito: OTAN
O Comando da Aeronáutica concluiu a fase de definição da aquisição de dois jatos usados para operações de logísticas de transporte e reabastecimento em voos. As aeronaves, com fabricação a partir de 01/01/2014, serão do modelo A330-200 comercial, da Airbus. Posteriormente, então, convertidas para “versão militar” com o sistema A330 MRTT.
A entrega e a abertura das propostas, conforme o Edital, publicado dia 27/01 – Licitação Nº 220004/CABW/22, serão no dia 07 de março, às 9h, mas no horário da Costa Leste dos EUA. Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington (CABW) executará todas as fases do processo.
A opção da Aeronáutica, portanto, significa que o sistema Airbus derrotou a concorrente KC-46 da Boeing.
Mas cabe lembrar que, além da derrota, o sistema reabastecedor KC-46 Pegasus é dor de cabeça da fabricante com a Força Aérea dos EUA (USAF). Apresenta problemas, por exemplo, na câmera do reabastecedor. A briga, portanto, envolve contrato de US$ 4,9 bilhões.
O sistema A330 MRTT também está em aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Leia AQUI sobre esse imbróglio Boeing-USAF.
As aeronaves passarão por adaptações para A330 MRTT (Multi-Role Tanker Transport ) no exterior. Os modelos atendem ao Projeto KC-X3, da Força Aérea Brasileira (FAB), iniciado há dois anos. O KC-X3 responde pela incorporação de aviões para transporte e reabastecimento de outras em voo na FAB e ficarão na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ).
Compra livre de compensações
O ministro da Defesa, general (reserva) Walter Braga Netto, assinou, em maio de 2021, o Despacho Decisório Nº 12, que facilita a compra das aeronaves. Estabeleceu, por exemplo, a “(…) dispensa, em caráter de excepcionalidade, da exigência de compensação comercial, tecnológica ou industrial na aquisição”.
As conversões em A330 MRTT serão realizadas em unidade da Airbus, na Espanha. Lá serão instalados, por exemplo, o RVS (Remote Vision System).
A conversão dos A330-200 civil para militar implicará, portanto, em novo “processo de compra”. Até a incorporação pela FAB, o prazo deverá variar entre um ano e meio a dois anos.
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