General Braga Netto (esq), ministro-Chefe da Casa Civil, elaborou plano de recuperação sem participação de Paulo Guedes, da Economia. Diante das especulações de provável saída de Guedes, o presidente Bolsonaro entrou em campo - Foto: Agência Brasil
Mulher de Sérgio Moro, advogada Rosângela Wolff Moro, foi solidária com o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na sua demissão. Dez dias depois, o seu marido é demitido do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O que acontecerá, portanto, com o ministro da Economia, Paulo Guedes? No mesmo dia (25/04) da demissão de Moro, ele se solidarizou com o ex-colega de Ministério.
No final de semana, portanto, vieram as especulações para uma saída de Guedes. Somavam-se vários fatores. Os dois principais: confronto com o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, e comentários pró-Moro.
Com o general a questão está no programa de recuperação econômica “Pró-Brasil”, apelidado ‘Plano Marshall’. É, pois, para a pós-pandemia do novo coronavírus (Covid-19) Foi articulado com generais da estrutura do Planalto e outros dois ministros. Custaria ao redor de US$ 55 bilhões, com investimentos pesados do Tesouro. Guedes, entre outros argumentos, sustenta, por exemplo, falta de caixa do Governo.
Seria, então, um retorno à economia estatal da década de 1970. Mas, ocorre que o ministro Guedes é de pensamento liberal: Estado fora da economia.
Equipe de Guedes não participou da elaboração nem compareceu ao lançamento (‘Premier’ Braga Netto e as “Reginas”) promovido pelo general.
Apenas para o affair com Braga Netto, nesta segunda (27/04), o presidente agiu de bombeiro: “O homem que decide a economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes”. Na verdade, porém, quis dizer no Governo, pois o país é uma economia aberta.
Mas, a história da política brasileira mostra que ministro com declaração pública de prestígio, de presidente, também limpa gavetas.
A secretaria Nacional de Cultura, atriz Regina Duarte, que nada fez desde a posse (04/03, se diz “cansada”. Na verdade, nada faz, por um simples fato: sem verba.
Contudo, de parte do Planalto, pesa o fato da secretaria não haver atendido à convocação, na sexta-feira, à tarde, para ir ouvir e aplaudir Bolsonaro.
A seção Radar, da Veja, noticia que a ‘Namoradinha’ pedirá à TV Globo seu retorno. Estava na emissora há meio século!
Aliás, Regina não é a única que foi ligada à TV Globo a integrar governos, recentemente, a descobrir enorme canoa furada. O jornalista Marcelo Matte, ex-diretor regional da TV Globo Minas, por 20 anos, suportou ser secretário de Cultura, no Governo Zema, até 20 de março.
O jornalista foi abatido pela dupla dinâmica do serviço público: burocracia e morosidade. Todavia, deferentemente da Regina, Matte estava fora da emissora.
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