Política

Bateção de cabeça no governo Lula atinge projetos de Zema

As divergências no governo Lula em temas polêmicos, envolvendo a área política e a área econômica, alcançaram também projetos do governo Zema. Na mesma semana em que a reoneração dos combustíveis rachou o governo, essas duas áreas exibiram reações opostas ante privatizações e a adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

A oposição a Zema, deputados do PT e aliados, foi a Brasília, na semana passada, para defender junto a ministros a rejeição a esses projetos. Ouviram o que queriam do ministro Alexandre Padilha, que é a das Relações Institucionais, da área mais política. O ministro disse, explicitamente, que o governo federal estaria totalmente contra o projeto de Zema sobre a recuperação fiscal nos moldes em que ele se apresenta.

Apoio da Assembleia foi cobrado

Padilha ainda gravou seu depoimento e registrou o fato de a Assembleia Legislativa de Minas não o ter aprovado, sequer votado. Ou seja, o projeto não poderia avançar dessa forma. Foi aplaudido pelos deputados mineiros que também gravaram vídeo para as redes sociais comemorando o que classificaram como uma vitória sobre Zema.

Ducha de água fria

Em seguida, a comitiva visitou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que é quem fala pela área econômica. A manifestação dele, no entanto, foi diferente, mais ponderada ao admitir conversar e atender ao governo mineiro de forma republicana. Foi como uma ducha de água fria sobre os petistas mineiros, reforçando aquela bateção de cabeça entre os próprios petistas em áreas distintas e o governo. Como é formado por frente ampla, o governo não será apenas do PT, como já havia adiantado o presidente.

Outra medida que já havia causado estranheza entre os petistas mineiros foi o caso do Metrô de Belo Horizonte. O governo Lula ainda não homologou o leilão realizado no final do ano passado, mas, durante a transição, chegou a dar sinal verde para que a concessão avançasse. Já a mesma privatização envolvendo a CeasaMinas ficou travada.

Lula terá que ser, ao final, o árbitro, a última instância das eventuais divergências e colocar o governo no mesmo rumo.

Orion Teixeira

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