Antonio de Faria foi autor, em 1984, do título de cidadania honorária de Minas a Milton Nascimento, foto Arquivo Pessoal
O ex-deputado estadual Antonio de Faria Lopes (1987/90) mantém a militância 24 horas e lança hoje, em BH, livro sobre a política dos últimos 40 anos. São crônicas que tratam do real vivenciado e até a ficção que a experiência facilitou. Ele foi eleito pelo MDB, em 86, mas não se identificou com nenhuma experiência partidária.
Veio do sindicalismo e do combate à ditadura, com grandes expectativas de mudanças, mas não foi isso que viu. Hoje, ele se diz um pessimista. “Está cada vez pior”, diagnosticou Faria, que, nos próximos dias, chega aos 87 anos. Seu livro “História que se repete”, traz, no título, um pouco desse pessimismo.
Quem o conheceu de perto e fez política com ele, como o ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas, Manoel Guimaraes, o Manoelzinho, dá mais informações. Na introdução que fez para o livro, avaliou que a leitura dos artigos publicados dará ao leitor uma visão histórica da prática política brasileira nas últimas três décadas.
Esse período começa com a redemocratização e prossegue com a consolidação da alternância democrática do poder nacional. “Infelizmente, o conjunto de artigos mostra também que a prática política brasileira evoluiu pouco e vem se reproduzindo indefinidamente, em prejuízo da sociedade”, diz Manoel em sintonia com o pensamento do autor. “É a história se repetindo, não necessariamente como farsa”.
O prefácio vem com mais poesia pela pena do compositor Fernando Brant. Em 2006, nos 70 anos de Antonio Faria, disse que ele era político 24 horas/dia e que, mesmo sem mandato, falava apaixonadamente de Guimarães Rosa. “Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”, ensinava o grande escritor mineiro.
Mesmo apaixonado pela vida política, Faria não abria mão da razão. “Quando o conheci, ele já tinha sofrido perseguições que o regime militar impusera às lideranças sindicais. Refazia a vida como editor de livros e, homem vivido, era senhor de muitos silêncios. Pelo menos, esta foi a impressão que me ficou de nossos primeiros encontros”, disse Brant, que, em suas letras, demonstrava conhecimento da natureza humana. “Antônio Faria, mineiramente, carrega em seu alforje, de um lado a ira santa e, de outro, a saúde civil!”, apontou o poeta.
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