Pacheco e Marília podem formar chapa ao governo de Minas, fotos Pedro Gontijo/PR Senado e Guilherme Bergamini/ALMG
Perto daquelas horas de decisão, o presidente Lula (PT) volta a Minas, nesta sexta (29/8), em Contagem (Grande BH), em busca de uma definição importante ao futuro político de Minas e do país. O petista quer avaliar e, mais do que isso, viabilizar a chapa ao governo de Minas com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), na cabeça de chapa, e a prefeita Marília Campos (PT), como vice. Uma chapa dos sonhos da estratégia e do marketing político.
A costura política não é para qualquer um, mas é reservada ao andar de cima. Em condições normais de temperatura e pressão, no atual contexto político, Pacheco diria que não quer. Marília faria o mesmo, baseada na convicção até familiar, que teria que concluir o 4º mandato em Contagem. Lula deverá dizer que não é hora para sentimento de culpa e que é preciso pensar grande, do tamanho do país e dos desafios que o cercam. O presidente quer um palanque forte em Minas para não perder a disputa no estado que define o resultado em todo o país.
Pacheco mantém a indecisão por conta do desejo. Gostaria de ser ministro do STF, decisão que depende do presidente Lula, que o quer candidato a governador. Para ser ministro do Supremo, Pacheco depende também de vaga na Corte. A única possível seria a do atual presidente, Luís Barroso, que poderia renunciar por uma vaga de embaixador do Brasil em Paris. Depende de Lula também. Na avaliação de Lula, Pacheco e Marília poderiam contribuir para garantir sua reeleição a partir de Minas, impedindo o retorno da extrema direita ao comando do país.
Cioso de seu destino, Rodrigo Pacheco estaria com a faca e o queijo nas mãos para ser o próximo governador de Minas. Tem fundo partidário, tempo de tv e rádio, apoio partidário e político para o desafio. Sua rejeição é grande em função da polarização. A turma da terra plana o odeia. Sorte dele, porque o seu destino possível estaria no centro-esquerda. Um candidato de centro que ampliaria o apoio no campo da esquerda.
A prefeita Marília Campos está feliz com a visita presidencial e os prováveis anúncios de investimentos em mobilidade urbana. Ela sonha com a extensão do metrô em Contagem, do Eldorado até a Sede.
As pesquisas tentam adivinhar o futuro próximo avaliando cenários com as obviedades possíveis, mas não têm bola de cristal. Pacheco poderá ser candidato a governador pelo PSD, seu partido, com apoio da Federação do União Brasil/Partido Progressista. Se assim for, o atual vice-governador de Minas e pré-candidato a governador, Mateus Simões, disputaria apenas pelo Novo. As pesquisas dizem que Simões, pelo perfil pessoal, teria rejeição de mais de 60%. Sem partido com fundo partidário e tempo de tv, resta a ele o uso da máquina.
O ex-prefeito Alexandre Kalil (sem partido) faz segredo sobre seu futuro partidário, mas ninguém disse que o acordo com o Republicanos, feito no ano passado, estaria desfeito. Kalil fez sua parte, embora o candidato a prefeito de BH, Mauro Tramonte, tenha fracassado. O Republicanos tem tudo que Kalil precisa, fundo partidário e tempo de TV eleitoral. Quanto ao sucesso da pré-candidatura a governador do senador Cleitinho Azevedo, pode ficar para outro momento.
Adversários do prefeito Álvaro Damião (União) foram aconselhados por aliados de Brasília a darem um tempinho para ele, apesar de eventuais erros. Damião tenta construir novidades, para descontinuar os fatos que o levaram onde está. As obras que a chapa eleitoral prometeu estão sendo feitas? Damião não fez nenhuma licitação, seguindo apenas a gestão anterior, mas a cidade carece de um cuidador. Alguém que coloque banheiros públicos em funcionamento e que pinte os quebra-molas, por exemplo. São medidas simples que não dependem de licitações, mas que reafirmam sua legitimidade na classe média, que não votou na chapa Fuad/Damião.
Está completando sete meses, no próximo dia 12, o sigilo imposto pelo ministro Nunes Marques (STF) no processo sobre o rei do lixo. Em fevereiro passado, ele impôs sigilo total à investigação que tramita na Corte sobre o empresário José Marcos de Moura, conhecido como ‘Rei do Lixo’. A apuração na chamada Operação Overclean mira uma suposta organização criminosa que seria especializada em desviar dinheiro de emendas parlamentares. Quando aventado, o assunto arrepia as lideranças do partido União Brasil.
Num gesto eloquente e de desagravo, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, por meio de seu presidente, conselheiro Durval Ângelo, está homenageando o ministro Alexandre de Moraes. No ano em que completa 90 anos, o TCE/MG concederá a ele a medalha José Maria Alkmim por sua postura em defesa da soberania e da democracia. Ao lado dele, o ex-presidente do Tribunal de Justiça de Minas, desembargador Nelson Missias, afirma que o STF nada mais faz do que garantir “a sobrevivência de nossa democracia e a higidez das nossas instituições”.
A afirmação continua sendo feita pelo único amigo vivo de JK, Serafim Jardim, 90 anos, autor do livro “Juscelino Kubitschek: onde está a verdade”. “Foi um atentado contra a vida dele. Olha, eu convivi com ele por 9 anos e, durante esses 9 anos, eu tenho vários casos que aconteceram com ele. Com a revolução de 64, das perseguições que ele sofreu, o que aconteceu foi que eu cheguei à conclusão que a morte foi provocada e por isso consegui reabrir o caso da morte dele”, disse Jardim em entrevista ao Blog do PCO.
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