Política

Sindifisco-MG recorre contra imposição de votar reforma em menos de 1 mês

Em ação na Justiça federal, o Sindifisco-MG decidiu recorrer para invalidar os efeitos de uma portaria assinada em 2019 pela Secretaria de Previdência do governo federal. A medida impôs a estados e municípios a realização de parte das reformas de seus regimes próprios até o dia 31 de julho deste ano. Caso contrário, deixariam de receber repasses voluntários, dentre outras sanções.

A ação popular foi protocolada, no dia 26, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, após análise do conteúdo da portaria ter revelado a existência de vícios formais. Além disso, o Departamento Jurídico do Sindifisco-MG identificou em seu conteúdo flagrantes inconstitucionalidades. Segundo a entidade, o texto exorbita no poder regulamentar, inova na ordem jurídica, não observa as atribuições da competência concorrente, entre outras.

O prazo estipulado na portaria não teria validade legal. A ação visa ao aprofundamento da matéria de ordem pública e maior transparências nos debates. “Nem mesmo a reforma aprovada em nível federal estabeleceu esta data-limite. Por essa razão, decidimos recorrer à Justiça para que tal ilegalidade seja prontamente invalidada”, justificou o presidente do Sindifisco-MG, Marco Couto.

“Sorrateando” direitos

Nos termos da peça de ingresso, a ação popular faz a defesa do Estado – que deveria ser patrocinada pelo governo –, uma vez que se manifesta contrariamente à imposição de quaisquer sanções aos entes federativos até que se tenha, efetivamente, um amplo debate e estudo sobre as consequências e viabilidade da reforma.

“No entanto, em vez de se preocupar com a defesa de suas prerrogativas e os direitos de seus cidadãos, infelizmente, aproveitando-se do prazo determinado na portaria, o governo de Minas tenta manobrar a votação da matéria a “toque de caixa”, para aprovar inúmeras medidas que sorratearão direitos e benefícios dos servidores”, sustentou o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual.

Mobilização

Disposta a intensificar a pressão política contra a reforma, o Sindifisco-MG conclamou todos os auditores fiscais mineiros a enviarem mensagens aos deputados estaduais. O alvo são os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça, solicitando a devolução imediata dos projetos ao Executivo.

LEIA MAIS: Zema é comparado a Collor e a Ricardo Salles por suas reformas

Orion Teixeira

Posts Relacionados

Damião tem que trocar a roupa de vereador pela de prefeito

Os atos do novo prefeito de BH, Álvaro Damião (União), que foi empossado, nesta quinta…

5 horas atrás

Cemig D precisa azeitar caixa com R$ 1,5 bi

A Cemig Distribuição S.A. fará captação de R$ 1,5 bilhão. Operação será via emissão de…

21 horas atrás

Operação Lava Jato (ainda) não morreu

Parece que o combate à corrupção no Brasil ainda tem fôlego. A expectativa ressurge após…

3 dias atrás

Risco de Damião é ficar refém da Câmara de BH; entenda

A partir da próxima quinta-feira (3/3), quando será empossado prefeito de BH, oito dias após…

4 dias atrás

Crea-MG relança braço da instituição em apoio ao setor produtivo

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), relança, em sua sede,…

4 dias atrás

Ferrovias do Brasil turbinam meta da Wabtec

A carteira de clientes brasileiros potencializa a meta da Wabtec Corporation, líder global em locomotivas…

4 dias atrás

Thank you for trying AMP!

We have no ad to show to you!