Aeronáutica cobra R$ 16,6 mi da aérea chilena Sky Airline

  • por | publicado: 15/06/2021 - 11:50 | atualizado: 17/06/2021 - 11:09

Sky Airlines tem sede em Santiago. Seus voos para o Brasil estão cancelados, por conta da Covid-19, há um ano - Foto: Divulgação/Sky

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Comando da Aeronáutica, cobra R$ 16,684 milhões de dezesseis proprietários (empresas e pessoas físicas) em tarifas de navegação aérea. A Sky Airline S/A, do Chile, porém, deve 99,4% do bolo, ou seja, R$ 16,591 milhões. Aquele departamento, ligado Ministério da Defesa, publicou a cobrança semana passada.

Os devedores ao Decea foram notificados pela Secretaria Economia e Finanças e Administração da Aeronáutica. Receberam prazo de trinta diaspara quitação do débito. O Decea informa que as notificações postais de cobranças encaminhadas aos endereços declarados foram devolvidas pelos Correios.

Na Receita Federal do Brasil, a Sky Ailine está cadastrada para atividade fim de transporte aéreo de passageiros regular. O endereço fiscal fica no Bairro Aeroporto, em Guarulhos (SP). Dentro do aeroporto de Guarulhos, a Sky ainda consta entre as companhias estrangeiras que partem do Terminal 2.

Sky é a 2ª no Chile, depois da LATAM

A Sky Airline é a segunda maior companhia de aviação comercial do Chile, depois da LATAM. E está no mercado desde 2002. Opera no modelo low-cost(baixo custo). Em situação de economia estável, tem 25% dos passageiros.

Primeira low-cost estrangeira no Brasil

Enquanto operou, a Sky Airline fazia ligações de Santiago (foto) com três capitais no Brasil – Foto: LikeChile/Divulgação

A companhia foi a primeira estrangeira low-costa voar para Brasil. Isso a partir de novembro de 2018, com rotas regulares para o Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Florianópolis (SC).

Mas interrompeu voos para o Brasil em duas ocasiões. Primeira, em 2019, em função dos protestos no Chile. E, desde abril de 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

No mercado brasileiro, acumula todo leque queixas do ambiente das companhias aéreas: desrespeito aos passageiros, atrasos nos voos, serviço de bordo etc.

Dívida com Decea engole todo capital

Sky Arline tem capital social declarado de R$ 94.408,00. A dívida cobrada pelo Decea, até nos centavos, é de R$ 16.591.508,04.

1ª aérea de médio com padronização A320 neo

Em setembro do ano passado, a Sky retomou, aos poucos, as operações em seu país e Peru, seu 2°. Mas, fez isso com operação casada demuita mídia para sua frota. Uma delas, por exemplo, que se tornara 1ª companhia de médio porte do mundo a operar uma frota 100% padronizada nos modelos Airbus A320 neo. Isso ocorreu no ato da devolução do ultimo A319 ceo, em agosto, à Leasing AerCap.

Sky investiu US$ 1,5 bi em modernização

A Sky Airline deu ênfase ao programa de investimentos, de US$ 1,5 bilhão, desde 2018, de modernização. No total, a frota da companhia era de 19 modelos A320 neo. Mas, esperava pela entrega de outra unidade.

Mercado aguarda desfechos de venda

A Sky Airline precisa se capitalizar. Nessa situação, portanto, há alguns meses, é cobiçada por alguns investidores. Entre estes, William Franke, controlador da JetSmarty.

De acordo com La Tercera, Franke quer 40% e 60% da concorrente. A proposta deveria ser respondia em janeiro. Houve adiamento para março. No momento, prevalece o silenciou.

BTG Pactual no núcleo das negociações

O brasileiro BTG Pactual foi contrato em julho de 2020 para ser adviser da Sky Airline. Mas, com prioridade para plano de recuperação, mantendo o mando dos atuais controladores. O BTG ainda não teve sucessotambém na proposta, apresentada em outubro, de emissão de bônus.

Emissão de US$ 100 milhões

BTG propôs emitir US$ 100 milhões. Mas seriam bônus conversíveis em ações do capital da Sky Airline. A abertura do capital em Bolsa, viria em 2024.

Valor de mercado oscila

Enquanto as negociações caminham, o valor de mercado da Sky Ailine, portanto, oscila. A última referência estável era de US$ 600 milhões(La Tercera– 28/12/2020).

Recuperar 80% do mercado em 2021

Entretanto, em paralelo à busca possível sócio, a companhia segue retomando suas rotas.

Antes da pandemia da Covida-19, de acordo com o site Aeroin, a Sky Airline voava para Argentina (Buenos Aires e Mendoza) e Brasil. Tinha, além disso, rotas sazonais para o México (Cancun), a partir do Peru, e Bogotá (Colômbia) e Uruguai (Montevidéu e Punta del Este). No momento, opera 15 rotas domesticas e, dentro do Peru, outras 12.

A companhia pertence à família Pulmann Mast. O CEO é Holger Pulmann. Em dezembro, a Sky Airline planejou recuperar, em 2021, 80% da demanda de antes da Covid-19.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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