Bivar faz intervenção e Marcelo Álvaro Antônio não controla mais PSL mineiro

Ministro Marcelo Álvaro Antônio já não controla mais o PSL de Minas, que passou a ser presidido pelo deputado federal Charlles Evangelista - Fotos - Agência Câmara

Ministro Marcelo Álvaro Antônio já não controla mais o PSL de Minas, que passou a ser presidido pelo deputado federal Charlles Evangelista - Fotos - Agência Câmara

O presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar (PE), interviu e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, presidente licenciado do partido, já não controla mais a legenda em Minas Gerais. Assumiu a direção do partido no Estado o deputado federal Charlles Evangelista, que fez hoje, em Belo Horizonte, a primeira reunião como novo presidente.

A troca estava prevista desde a briga entre a ala ligada ao presidente Jair Bolsonaro e Luciano Bivar. O PSL mineiro era controlado pelo deputado federal licenciado Marcelo Álvaro Antônio, hoje ministro do Turismo, que teve a maior votação no Estado para a Câmara Federal – 230.008 votos. Como o ministro é muito ligado a Bolsonaro, que já anunciou sua desfiliação da legenda, a direção nacional decidiu tirar dele o comando da agremiação em Minas.

Novo presidente do PSL mineiro, o deputado federal Charlles Evangelista
Novo presidente do PSL mineiro, o deputado federal Charlles Evangelista

A missão do novo presidente é tentar pacificar o PSL no Estado, mas a tarefa não será das mais fáceis. Alguns deputados, como os federais Alê Silva e Marcelo Álvaro Antônio, já manifestaram intenção de acompanhar Bolsonaro na nova agremiação, o Aliança pelo Brasil. Mas terão que conviver ainda por um tempo nas fileiras do PSL, pois só podem mudar de partido em situações especiais (como no caso de expulsão ou criação de nova legenda).

No caso dos seis deputados estaduais do PSL, quatro já manifestaram desejo de disputar as eleições municipais do próximo ano. Caso, por exemplo, de Bruno Engler e Coronel Sandro, ambos pré-candidatos a prefeito de BH. Também decididos a ir com Bolsonaro para o Aliança pelo Brasil, devem ter dificuldades para garantir, da nova direção do PSL, a legenda para concorrer em 2022.

Razões de sobra para acirrar ainda mais as rusgas entre bivaristas e os bolsonaristas que terão que ficar, ainda que a contragosto, por um tempo no PSL.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.