Colgate contrata energia de usina virtual

  • por | publicado: 15/09/2023 - 22:10 | atualizado: 18/09/2023 - 20:17

Colgate quer atingir 100% de consumo em energia renovável até 2030. Na imagem, detalhe fachada da sede da multinacional - Crédito: Reprodução Facebook

A multinacional Colgate-Palmolive Company anunciou, nesta sexta (15/09), em Nova York (EUA), a assinatura de contrato de compra de energia virtual (VPPA, sigla em inglês para Virtual Power Purchase Agreement). O sistema VPP (virtual power plant – usina de energia virtual) consiste numa “rede virtual” de energia de usinas locais de várias fontes. Portanto, coordenado de forma remota nas redes de distribuição.

A meta da Colgate, no contrato com a VPP da Scout Clean Energy, é assegurar 100% das necessidades operacionais futuras de eletricidade nos Estados Unidos. O parque solar da Scout, em Waco, no Texas, entrará em fornecimento em 2025, com potência de 209 megawatts (MW).

A Colgate está presente em mais de 200 países e territórios. Entre as principais marcas de seus produtos figuram: Colgate, Palmolive, hello, Sorriso, Tom’s of Maine, Irish Spring, PCA SKIN, Protex, Ajax e Axion, além da além da Hill’s Science Diet e Hill’s Prescription Diet. Em 2022, suas vendas líquidas globais somaram US$ 17,967 bilhões, 3% acima de 2021, enquanto o lucro líquido encolheu 18%, para US$ 1,785 bilhão.

A Scout Clean Energy, companhia de capital fechado e com sede no Colorado, tem foco em energia renovável. Em seu portal informa que “opera e desenvolve projetos de energia eólica, solar e renovável”. No semestre passado, a Scout, via joint venture com a Elawan Energy, vendeu um parque eólico de 199 MW, em Oklahoma, para Evergy, Inc.

O contrato, evento dentro da Climate Week NYC (Semana do Clima de Nova York), será por 20 anos. A divulgação aparece no comunicado “Colgate-Palmolive continua a acelerar ações em direção à meta de emissões líquidas zero de carbono”.

Vantagem da usina virtual

Na prática, a VPP consiste na formação de uma malha de unidades locais de geração de diversas fontes. Entre estas, por exemplo: usinas de parques eólicos e solares, hidráulicas, unidades de calor e energia combinada (CHP). Nos contratos VPPA, a geração distribuída pode envolver excedentes tanto de unidades em instalações comerciais quanto domésticas.

O abastecimento VPP, explica, em artigo, o engenheiro eletricista Sidney Ipiranga, se dá com a interconexão das cargas das unidades e o “despacho pela sala de controle da usina virtual”. Expert em energia renovável, salienta, entretanto, que as unidades continuam autônomas em suas propriedades. Leia o artigo VPP – Virtual Power Plant.

Além de abastecimentos em contratos de atacado, como o da Colgate, as VPPs podem tem função estratégica, como nos momentos de pico de demanda. Como estão descentralizadas, podem ingressar na rede de distribuição e atender pontos próximos em momentos críticos. Isso representa, portanto, vantagem sobre as grandes usinas geradoras convencionais, instaladas em pontos fixos.

Colgate consumirá 100% de energia renovável em 2030

O anúncio da Colgate se insere nas etapas de compromissos de Net Zero, ou seja, redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). “Os acordos de energia renovável são uma parte valiosa do nosso plano diretor de energia renovável e nos ajudarão a atingir nossas metas de emissões líquidas zero de carbono até 2040 e 100% de eletricidade renovável em nossas operações globais até 2030”. A declaração, que aparece no comunicado de hoje, é atribuída ao diretor de Sustentabilidade da Colgate, Ann Tracy.

Na Climate Week NYC 2022, a Colgate se apresentou como a primeira entre as grandes multinacionais de bens de consumo duráveis, produtos domésticos e pessoais a ter “metas de carbono zero líquido aprovadas pela inciativa The Science Based Targets (SBTi)“.

Leia também o estudo acadêmico “Os Conceitos de Virtualização e Hibridização de Usinas de Geração de Energia Elétrica”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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