Copom: “ressurgência” da Covid-19 desacelera retomada

  • por | publicado: 3/11/2020 - 10:18 | atualizado: 4/11/2020 - 13:05

Copom alerta, portanto, que, no país, setores mais afetados pelo isolamento social ainda não reagiram. Foto: Agência Brasil/Divulgação

Os economistas do Comitê de Politica Monetária (Copom) do BC apontam que determinados setores produtivos da economia mundial poderão “sofrer alguma desaceleração“. E que isso reflete, portanto, a “ressurgência” da Covid-19 em países desenvolvidos influentes nas relações comerciais. A avaliação está na Ata da última reunião (27 e 28/10) do órgão, divulgada nesta terça (03/11).

O documento do Comitê salienta, portanto, que “há bastante incerteza sobre a evolução desse cenário”. Entre os fatores, cita, por exemplo, de “possível redução dos estímulos governamentais e à própria evolução da Covid-19.”

Brasil com setores “deprimidos”

Na economia do Brasil, nesse cenário da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Comitê aponta recuperação se apresenta desigual. Mas que preocupam segmentos “diretamente mais afetados pelo distanciamento social permanecem deprimidos“.

Riscos da ociosidade – serviços

A Ata do BC trás advertências sobre riscos em alguns setores. “Por um lado, o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado, notadamente quando essa ociosidade está concentrada no setor de serviços. Esse risco se intensifica caso uma reversão mais lenta dos efeitos da pandemia prolongue o ambiente de elevada incerteza e de aumento da poupança precaucional“.

O Comitê do BC manteve, contudo, praticamente, as metas de inflação para este ano, 2021 e 2022, com variação de 3%, 3,1% e 3,5%, respectivamente. O Copom é chefiado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.