CVM atrasada contra “sofisticação” dos crimes  - Além do Fato CVM atrasada contra “sofisticação” dos crimes  - Além do Fato

CVM atrasada contra “sofisticação” dos crimes 

  • por | publicado: 22/01/2026 - 12:05

A CVM, órgão regulador do mercado de investidores, manifesta preocupação com a “sofisticação” dos crimes virtuais - Crédito: Reprodução/Vídeo/YouTube

No clima das turbulentas investigações das fraudes financeiras no grupo liderado pelo Banco Master S.A., a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acordou. Desde ontem (21/01), atua com novas medidas preventivas e de proteção aos investidores do mercado acionário. Amparadas no Decreto 12.787/2025, de 22/12/2025, passaram a funcionar a Superintendência de Supervisão de Mercado, Derivativos e Riscos Sistêmicos (SMD) e a Superintendência de Desenvolvimento de Inteligência (SDI).  

O Master está sob liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC) desde 18 de novembro passado.

CVM diz que se arma contra a “sofisticação dos ilícitos” 

A criação da SDI responde à crescente sofisticação dos ilícitos no mercado de capitais, exigindo do regulador uma capacidade tecnológica cada vez mais refinada.” Essa a justificativa consta em nota sobre a Resolução CVM 239, que regulamentou as novas superintendências. No caso da SMD, haverá substituição de funções que, até então, estavam alocadas à Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI). 

Mas a reboque do estouro do caso Master  

A publicação do Decreto 12.787/2025, tovadia, foi posterior ao dia do estouro do escândalo das fraudes no Master. Em 18 de novembro, ocorreram, simultaneamente, a decretação da liquidação (BC) do banco e a prisão do seu dono, o mineiro Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal (PF).  

Acesse AQUI a íntegra a Nota e da Resolução CVM 239.

Também o Will Bank

O BC decretou ontem a liquidação extrajudicial de outra empresa financeira do Grupo Master. Desta vez, contra a fintech Will Bank (Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento). A liquidação pressionará, portanto, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em mais R$ 6,5 bilhões dentro da conta do Grupo Master, relata a Folha SP. 

O desembolso do FGC com Master e Will Bank, na apuração do UOL, chega a R$ 46,9 bilhões. Vale lembrar, entretanto, que, nos primeiros dias do estouro dos escândalos, analistas estimavam que o rombo do Grupo Master poderia ser de R$ 50 bilhões. Mas com potencial para R$ 70 bilhões. A base da projeção eram os dados do BC.

Teia de influências de Vorcaro nos Três Poderes; arquivo

Relembre AQUI os fatos que envolvem o escândalo financeiro do Master e as relações de influências comprometedoras de Vorcaro. O banqueiro montou uma rede vip pelos corredores dos escalões de cima dos Poderes Executivo (Planalto), Legislativo (Senado) e Judiciário (STF). 

Ou seja, o banqueiro virou arquivo de valor para a PF. Temido pelos políticos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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