Deslocar refugiados da Venezuela não é operação barata

Em 3 de julho de 2018, famílias fugidas da Venezuela embarcam em Boa Vista (RR) em operação realizada pelo Governo com apoio da ONU - Foto: FAB/Divulgação

A 1ª Brigada de Infantaria de Selva, do Comando do Exército, licitou, via PREGÃO Nº 28/2019, por R$ 213,191 milhões o “fretamento de aeronaves para atender à demanda de imigrantes da Venezuela ”. O resultado foi publicado dia 31/03 apontando vencedor a Sideral Linhas Aéreas Ltda.

A operação está vinculada à Força Tarefa Logística Humanitária ACOLHIDA, envolve organismos das Nações Unidas (ONU). Em Roraima, atua pessoal especializado da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONGs para o primeiro atendimento às famílias que chegam da Venezuela.

Empresa vencedora da licitação para o transporte daqueles refugiados foi criada em 2010, a partir do Grupo Econômico Expresso Adorno e sediada em Curitiba (PR). Porém, até fevereiro último, a Sideral operava voos charter (principalmente deslocamentos de times de futebol) e transporte aéreo não regular de cargas.

Mas, em março, a Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) deu à companhia outorga, por cinco anos, para serviço de transporte aéreo público regular de cargas e mala postal. Em mesmo ato, a ANAC autorizou o transporte aéreo público não regular de passageiros.

Em fevereiro, a Sideral tinha frota de quinze aviões Boeing.

Ou seja, uma novata, no segmento de passageiros, cruzou rotas da Gol, TAM e Azul levou a licitação do Comando do Exército.

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