Dono da Centauro paga R$ 900 mi pela Nike, no Brasil

A marca Nike vendeu no Brasil cerca de R$ 2 bilhões, em 2019. - Foto: Nike/Reprodução

Por R$ 900 milhões, o dono da rede de varejo de material esportivo Centauro, o Grupo SBF, incorporou todas as operações de calçados, vestuário, equipamentos e acessórios da Nike no Brasil. O contrato, anunciado nesta quinta (06/02), pela SBF, dá exclusividade ao grupo brasileiro por dez anos. Além disso, poderá abrir e operar lojas Nike no Brasil pelo período de cinco anos.

A operação “excluí determinados ativos como direitos sobre propriedade intelectual, os quais serão retidos pela Nike”, salienta o comunicado à B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Incluiu “capital de giro (incluindo estoque) e determinados ativos fiscais, pelo valor estimado de aproximadamente R$ 900 milhões”. Todavia, poderá haver ajustes, “considerando o valor de tais ativos na data de fechamento da transação”, completa. Em 2019, a marca estrangeira apresentou receita operacional líquida de cerca de R$ 2 bilhões, informou o Grupo SBF.

Dono da rede Centauro terá exclusividade, no Brasil, na comercialização dos produtos da marca Nike por dez anos – Foto: Centauro/Divulgação

O negócio foi aprovado pelo Conselho de Administração do Grupo SBF no dia 29/01. No entanto, não foi revelado percentual dos R$ 900 milhões será coberto via contratação de crédito. Mas, de acordo com a nota, assinada pelo diretor de Relações com Investidores, José Luís Magalhães Salazar, foi montado um pool de bancos para estruturar a operação – Banco Santander (Brasil), Banco Itaú BBA e o Banco Bradesco BBI.

A transação, conforme comunicado da SBF, envolve diretamente sua subsidiária SBF Comércio de Produtos Esportivos Ltda, adquirindo as quotas do capital da Nike do Brasil Comércio e Participações Ltda. Pelo lado da Nike, são envolvidas a Nike Galaxy Holding B.V. e Nike Group Holding B.V. O.

Todavia, negócio envolvendo a Centauro precisará passar pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.