Exército sem culpados; paraquedista morto preso a avião

  • por | publicado: 11/06/2021 - 22:57

Bolsonaro presente ao velório do paraquedista Pedro Lucas, em 21 de junho de 2020 - Foto: Reprodução/Facebook

O Exército, no encerramento da investigação, só faltou sustentar que a morte do soldado paraquedista Pedro Lucas Ferreira Chaves, 19 anos, pendurado ao avião da FAB, foi culpa exclusiva dele. O acidente, em 20 de junho de 2020, ocorreu durante salto de treinamento da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio. Ao pular, uma fita do paraquedas ficou preso à aeronave.

Por erros de inspeção do comando dentro do avião da Força Aérea Brasileira (FAB), o conjunto do paraquedas de Pedro Lucas – “soldado Chaves”- não foi checado com rigor. O militar permaneceu dependurado por alguns minutos, fora da aeronave. Quando o equipamento se desprendeu, o reserva não abriu. O impacto do corpo do militar contra o solo, portanto, foi questão de 13 segundos.

Aquele lançamento de paraquedistas ocorreu na Base Aérea Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

Mas, depois de tanto tempo, nesta sexta (11/06), foi noticiado que a Justiça Militar concluiu inquérito sem culpados. Por um lado, o Exército admitiu erros. Entretanto, sem atribuir culpa entre os superiores do soldado no interior da aeronave.

Além dessa decepção, a família reclama que está desamparada pelo Estado. Acusa, por exemplo, o Exército de ter negado até o pedido de pensão. Essa assistência teria sido, inclusive, declarada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (ex-paraquedista do Exército) no velório de Pedro Lucas.

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Exército aluga aviões para lançamentos

Exército tem problemas nos treinamentos dos soldados paraquedistas. Entre eles, por exemplo, aeronaves para realização dos “lançamentos”.

O site ALÉM DO FATO publicou, no dia 29 de maio, matéria sobre licitação do Comando Militar Leste para locação de aviões (com tripulação) para “lançamentos”. Em mesma matéria, as divergências recentes entre os Comandos do Exército e da Aeronáutica. Motivo: força terrestre quis voltar a ter aviação própria com aeronaves de asas fixas.

O Exército queria, portanto, assumir mesma autonomia que tem nas operações com helicópteros. Mas, Bolsonaro recuou em próprio decreto que autorizava. A decisão, entretanto, veio após duras críticas da Aeronáutica ao pleito da outra armada. Relembre AQUI.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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