Gardênia tem 50 dias para evitar decretação de falência

  • por | publicado: 19/11/2020 - 14:19

Justiça determinou que a Expresso Gardênia apresente plano de recuperação em 60 dias - Foto: Facebook/Divulgação

A Expresso Gardênia Ltda entrou em recuperação judicial no dia 10/11. Mas, a contar daquela data, tem 60 dias para apresentar à Justiça Empresarial seu plano de recuperação. O prazo, agora de 50 dias, portanto, está na liminar favorável dada pela 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte.

Portanto, a empresa, com dívidas de R$ 53,023 milhões (R$ 53.023.771,32) está sob proteção liminar contra pedidos de falência pelos credores. O amparo buscado pela empresa está no Processo 5134329-51.2020.8.13.0024.

Gardênia, fundada em1964, é uma das maiores nos mercados de Minas Gerais e São Paulo. A transportadora alega que acumula prejuízos em função das concorrências do transporte clandestino em seus mercados e dos “aplicativos”. “(…) situação que foi agravada pela mudança de hábito dos consumidores, que passaram a usar com mais intensidade os meios de transportes via aplicativos”.

A empresa, que terá 180 dias para aprovar o plano de recuperação junto aos credores. Portanto, nesse período, ficam suspensas as ações judiciais de falência contra a empresa. Mas, se, no prazo de 60 dias, a Gardênia não apresentar o plano de recuperação, a Justiça decreta a falência. Além disso, os não há prorrogação nos prazos.

Gardênia figurou como 19ª empresa do país no setor rodoviário no país da publicação Maiores do Transporte & Melhores do Transporte 2019. O ranking considerou resultados do balanço patrimonial de 2018. Entre estes, comparou receita operacional líquida, de R$ 97,084 milhões (+1,52% que 2017), patrimônio líquido, R$ 93,472 milhões, e prejuízo líquido de R$ 7,275 milhões. A liquidez corrente era 0,74, ou seja, para cada R$ 1,00 de receita, devia R$ 0,74.

A empresa relata que chegou a empregar 1.500 pessoas e operar frota de 400 coletivos. Isso além dos serviços de cargas.

Gardênia vendeu linhas

A Gardênia opera por mais de 150 cidades em MG e SP. Por conta das dificuldades, recorreu a bancos, além de vender algumas linhas. Além disso, no começo do ano, se desfez de rotas Sul de Minas para a Venetur, Max Tur e Expresso Inconfidentes. Buscava, portanto, alternativas de capitalização.

“Aduziu que apesar de todas as dificuldades, a empresa é plenamente viável, razão pela qual pleiteou o processamento de sua recuperação judicial, com vistas à apresentação do respectivo plano e sua concessão, para, assim, tornar viável o pagamento de todos os credores”, consta no despacho do juiz Adilon Cláver de Resende.

Portanto, estão suspensos todos protestos anteriores. “Pleiteou, liminarmente, o deferimento da tutela de urgência de natureza cautelar para que seja deferida a retirada de quaisquer apontamentos em face das empresas nos cartórios de protesto e órgãos de proteção ao crédito, bem como abstenção em relação a futuros protestos”, está na liminar.

O advogado Dídimo Inocêncio de Paula. será o administrador do processo da Gardênia. Ele é o principal dono do escritório Inocêncio de Paula Sociedade de Advogados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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