Grupo Romi já enxerga luz de recuperação nesta crise

  • por | publicado: 23/07/2020 - 00:52

Complexo da Indústrias Romi em Santa Bárbara do Oeste (SP) - Foto: Romi/Divulgação

Apesar do auge da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), houve crescimento no segundo semestre em setores importantes na indústria de bens de capital. A Indústrias Romi S.A., por exemplo, uma maiores fabricantes de equipamentos com controle numérico, exibiu bom desempenho na carteira de pedidos. Aumento de 24,8% na relação com o 1T20 na Unidade Máquinas Romi (máquinas industriais e ferramentas), com R$ 109,3 milhões.

Porém, na Unidade Fundidos e Usinados da Romi houve queda de 8,2%, para R$ 73,095 milhões. Mas, na Unidade Máquinas Burkhardt+Weber, na Alemanha, não houve faturamento, por causa da paralisação com as medidas sanitárias contra Covid. O consolidado de pedidos ficou em R$ 183,428 milhões (-2,7%). Esses valores, contudo, não incluem serviços e peças, destaca a Romi em comunicado à B3 (Brasil, Bolsa Balcão).

Para o primeiro semestre, na comparação com 1S19, houve crescimento de 4,8% nos pedidos para máquinas, de R$ 196,948 milhões; queda de 72,6% na Máquinas B+W, ficando em R$ 20,182 milhões; e, alta de 47,4% em fundidos e usinados, com R$152,711 milhões. O consolidado, alta de 1,3%, com R$ 369,841 milhões.

De janeiro a junho, a Romi apresentou receita líquida operacional de R$ 361, 9 milhões, portanto, 25,4% acima de igual período de 2019. Contudo, mesmo com impacto positivo das receitas financeiras (R$ 29,932 milhões – inferior 52%), o lucro líquido, de R$ 52,175 milhões, encolheu 37,1%.

Romi aponta melhora em junho

Apesar dos impactos globais negativos da Covid, diretores da Romi registraram otimismo. E que, “embora o ambiente ainda esteja com alto grau de incertezas, a redução dos juros e a desvalorização do real, aliados a uma inflação prevista dentro da meta oficial, têm estimulado a indústria”. Portanto, em junho “foi possível perceber uma recuperação em relação ao volume de negócios realizados em março e abril”.

Fundada em 1930 e com sede em Santa Bárbara do Oeste (SP), a Romi opera 13 fábricas, das quais 11 no Brasil e duas na Alemanha. O grupo tem capacidade nominal instalada para fabricar 2.900 máquinas e produzir 50 mil toneladas em peças fundidas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.